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Intensidade do ser

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Ella Dominici: Poema ‘Intensidade do ser’

Ella Dominici
Ella Dominici
Imagem criada por IA do Bing
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Vulcão Interno Poético

Há poetas, e há vulcões.
Um difere do outro pelo fogo que habita as entranhas,
acendendo chamas nas palavras até queimar as próprias mãos.

Os olhos piscam — lânguidos, febris —
e esse gesto derrama-se em lágrima,
sal de um mar que não se apaga.

Ser poeta é arder sem aviso,
é deixar que a dor seja o combustível da beleza.

“Não há contenção possível quando a poesia decide nascer.”

ERUPÇÕES

Ainda há lava dentro de mim,
fermentando silêncio, desejo e memória.
O chão treme sob o peso das lembranças,
e o céu se inflama em nuvens rubras.

Cada suspiro é magma que se move,
cada lágrima é rio de fogo e água.
O corpo inteiro é cratera aberta
onde o tempo se dobra, incerto e impetuoso.

Não há repouso para a vida —
a erupção continua, invisível e viva,
nas veias do humano, na alma do mundo,
em todas as manhãs que ainda não nasceram.

E assim sigo,
entre cinzas e brasas,
esperando o próximo vulcão,
a próxima lava,
o próximo instante de fogo que me recria.


Ella Dominici

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Rute Ella Dominici
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One thought on “Intensidade do ser

  1. Ella, a metáfora do fogo interno do poeta, em relação ao vulcão, é poderosamente bela!

    O vulcão expele fervente lava; o coração do poema, fervente versos!

    Este poema me fez lembrar um poema meu, ainda que com menos intensidade do que o seu:

    INSPIRAÇÃO SINTÉTICA

    Noite,
    Sentimentos,
    Labaredas!

    Mãos ágeis,
    Febre poética!

    Noite,
    Sentimentos,
    Criação!

    Poesia classificada para a antologia publicada pela Universidade São Francisco, de Bragança Paulista, em 1990)

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