Pietro Costa: Poema ‘Luminoso útero das constelações’


Ser de auroras bordadas no tear da eternidade,
Carrega nos olhos luas mansas e febres de claridade.
Pelos Céus foi ungida entre ventos e poesias,
Para sustentar o mundo sem renunciar às fantasias.
Mulher de mãos-rio, que dissolve culpas e temores,
Embala galáxias inteiras no jardim dos seus amores.
No seu sopro de estrelas, a esperança faz morada,
Como se a própria paz fosse por ela amamentada.
Oscila entre relógios, marés e fases partidas,
Mas há vulcões de coragem sob suas mãos feridas.
Equilibra universos em órbitas concomitantes,
Como quem conduz silenciosamente sóis flamejantes.
Doa a própria vida sem cálculo ou vaidade,
Desde o ventre já floresce vestida de generosidade.
Mãe: constelação viva contra a fria brutalidade,
Milagre que Deus semeou para preservar a humanidade.
Pietro Costa
- Luminoso útero das constelações - 18 de maio de 2026
- FLICG: o verso em flor - 14 de maio de 2026
- 📚 LABVERSO — Núcleo de Poéticas Experimentais - 7 de maio de 2026

Natural de Brasília (DF), é escritor, poeta e Assessor Jurídico de 2ª Instância do MPU (PGJM). Autor de 11 livros, ganhou projeção internacional com O Barco e o Verbo: 10 Anos de Travessia Literária, lançado na London Book Fair 2026, onde recebeu o título Royal Writer of the Year. Seu livro Requintes de Sensibilidade (2025) foi lançado no Salão do Livro de Genebra 2026, ampliando o alcance de sua poesia no cenário europeu. Vencedor do Troféu Clarice Lispector 2024 (SolRidente) e do 1º Concurso Mágico de Oz 2025 (A Matemática da Presença), integrou a delegação brasileira no Festival Internacional de Poesia de Bucareste (2025). Professor de Escrita Criativa, Idealizador e Facilitador do LabVerso: Núcleo de Poéticas Experimentais e Mentoria Literária de Alta Formação, Doutor Honoris Causa Mult., soma mais de 400 participações em coletâneas literárias.

