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Meu garimpo poético

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Sandra Albuquerque: ‘Meu garimpo poético’

Sandra Albuquerque
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Todos os dias, desde que aqui cheguei, é um desafio sobreviver.

Da infância, da adolescência, da juventude e, agora, da terceira idade, tudo o que fiz de melhor aprendi com meus avós e com os livros.

Desde os oito anos de idade, me pego escrevendo pensamentos e saudades, lembranças de um tempo que jamais voltará.

Mas cada poema, cada crônica ou conto, são filhos meus que nascem do âmago da alma. Então, na hora de esboçá-los no miolo de um livro, faço um verdadeiro garimpo poético.

São inúmeras dúvidas! E com elas, novas ideias surgem. Criações em cima de criações.

Vejo-me numa viagem e as palavras vão surgindo como estrelas ou borboletas encantadas.

Pura emoção: choro e rio. Só quem escreve sabe a que estou me referindo. Quantas vezes algumas pessoas me perguntaram se eu estava apaixonada, e outras, se eu estava triste, ao lerem meus textos. E eu, simplesmente, respondi: “Poetizar é desnudar a alma e escrever nas entrelinhas do tempo entre a fantasia e a realidade.”

Nem tudo que se escreve é real. Muitas vezes, são voos da imaginação. Outras vezes, são fatos narrados ou avistados pelo autor.

A lauda é um palco, e o autor, simplesmente o protagonista. E, quando as cortinas se abrem, lá estão os seus assíduos leitores como plateia.


Sandra Albuquerque

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One thought on “Meu garimpo poético”

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