Sandra Albuquerque: ‘Meu garimpo poético’


Todos os dias, desde que aqui cheguei, é um desafio sobreviver.
Da infância, da adolescência, da juventude e, agora, da terceira idade, tudo o que fiz de melhor aprendi com meus avós e com os livros.
Desde os oito anos de idade, me pego escrevendo pensamentos e saudades, lembranças de um tempo que jamais voltará.
Mas cada poema, cada crônica ou conto, são filhos meus que nascem do âmago da alma. Então, na hora de esboçá-los no miolo de um livro, faço um verdadeiro garimpo poético.
São inúmeras dúvidas! E com elas, novas ideias surgem. Criações em cima de criações.
Vejo-me numa viagem e as palavras vão surgindo como estrelas ou borboletas encantadas.
Pura emoção: choro e rio. Só quem escreve sabe a que estou me referindo. Quantas vezes algumas pessoas me perguntaram se eu estava apaixonada, e outras, se eu estava triste, ao lerem meus textos. E eu, simplesmente, respondi: “Poetizar é desnudar a alma e escrever nas entrelinhas do tempo entre a fantasia e a realidade.”
Nem tudo que se escreve é real. Muitas vezes, são voos da imaginação. Outras vezes, são fatos narrados ou avistados pelo autor.
A lauda é um palco, e o autor, simplesmente o protagonista. E, quando as cortinas se abrem, lá estão os seus assíduos leitores como plateia.
Sandra Albuquerque
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Natural de Duque de Caxias (RJ). Professora, escritora e poetisa. Acadêmica Benemérita e Efetiva da FEBACLA, da qual recebeu, dentre outras honrarias, Comendadora Guanabara, Dra. h. c. em Literatura, Direitos Sociais e Humanitários e Comunicação, Acadêmica Correspondente e Internacional, Grande Prêmio Internacional de Literatura Machado de Assis, Comenda Príncipe dos Poetas, em homenagem ao escritor Olavo Bilac e Comenda Imperador Dom Pedro ll. Pela Real Ordem dos Cavaleiros Sarmatianos, o título Benfeitora das Ciências, Letras e Artes; Título da Real Ordem dos Cavaleiros e Damas do Rei Ramiro Il de Leão; Embaixadora da Paz e Comendadora da Justiça de Paz; pela Organização Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos -OMDDH, Comenda lnternacional Diplomata Rui Barbosa- ‘O Águia de Haia’. Membro da Academia Caxambuense de Letras-ACL e da Academia Internacional de Literatura e Artes Poetas Além do Tempo. Colunista do Jornal Cultural ROL. Coautora em várias Antologias, dentre elas, Florbela ll , Rasgando a Mordaça, Collectânea Sonata Poética da Liberdade, Semeando Versos e Sarau Integração Cultural pela ACL. Participação na V FLAVIR e Destaque Social Personalidade 2020 e 2021.

