Elisa Mascia: entre o desejo, a ausência e a espera, o amor transforma o reencontro em rito de comunhão e transcendência

Não se transmite o sentimento do amor pelo anulamento da distância; antes, percebe-se o anular-se na paixão para acolher aquela parte que recompõe a unidade.
A espera é o tempo essencial para compreender o quanto o fogo ardente do espírito é necessário para construir o altar sagrado, onde uma só água é evocada para o refrigério da aridez.
Para preencher a ausência, a linguagem dos braços assume o cetro do comando sobre as intermináveis páginas escritas.
Não havia luz ao redor até o canto do teu nome, que ressoa sob a pele como a seiva infiltrada no pulsar do costado, onde os sonhos lançaram a chave no poço dos desejos e no pertencer aos raios do meu sol.
Dividir o pesado fardo das adversidades é o equilíbrio das batidas do relógio, cadenciado no pulso do combatente.
E vejo dois jovens correrem sobre os ombros curvados pelo sorriso de duas linhas que escreveram seu livro nas histórias das palmas das mãos.
Os dedos banhados na tinta divina finalmente proclamaram a sacralidade de um abraço, para selar o rito de não ter esperado em vão.
Elisa Mascia
- A sacralidade da espera - 10 de setembro de 2026
- Ela confessou à lua - 27 de agosto de 2026
- Amore - 14 de agosto de 2026
Natural de Santa Croce di Magliano, e atualmente residindo em San Giuliano di Puglia, Itália, é uma escritora prolífica, palestrante, radialista, oradora, crítica literária, poeta bilíngue (italiano e espanhol), jurada de concursos de poesia, entrevistadora e ativista cultural, e atua também como editora de livros. Membro da Immortal Academy, coordenadora na Itália e diretora de Comunicação e Eventos da prestigiada Alpap Academy e membro executivo da International Book Capital Foundation. Membro registrada e cofundadora da Wiki-Boezia e possui uma página oficial na Wikipédia. Seu nome também consta no GroWikipedia. Desempenha um papel fundamental no Panorama International Literary Festival, que conta com o apoio da UNESCO. Atuou como coordenadora do festival de 2021 a 2024 e como diretora da edição de 2025, recebendo o prêmio de Melhor Curadora Nacional do Mundo. Elise também é uma figura de destaque na seção de artes e escultura do Panorama International Art Festival e uma das lideranças da Bienal Internacional de 2023.



Elisa, o ser humano, pela própria natureza gregária, naturalmente sente falta de um contato físico, numa troca social e, particularmente, amorosa. Na ausência desse contato, seu texto reflete a necessidade da transcendência, e o faz por intermédio de um impactante simbolismo, representado pelo fogo, altar, água, tinta divina e abraço. A espera (ansiosa) desse momento se torna, então, um ato de preparação para a união. E que alegria quando se constata que a espera não foi em vão!