Em ‘Humana e previsível’, Evani Rocha proporciona ao leitor um mergulho sensível nos meandros da alma que busca decifrar a vida de um jeito único!

Eu queria escrever uma poesia única,
Lavar minhas veias com as palavras que brotam de minha alma
Eu queria entender a vida,
Escrever minha história em pergaminho,
Desbravar os caminhos dos sentimentos…
Eu queria uma aurora colorida, ou silenciosamente chuvosa…
Eu queria uma noite de inverno dentro de mim,
Pra ouvir meus pensamentos,
Decifrar a vida de um jeito loucamente meu!
Sem ponto e vírgula ou reticências.
Eu queria ver o tempo do avesso no reverso do espelho,
Trilhar os meandros desse trem, os vales
E as montanhas!
Colher flores do campo na primavera
E folhas secas no outono…
Eu queria ser breve nas minhas narrativas,
Não me exigir explicações, dizer sempre não de um jeito sutil!
Eu queria…eu queria….
Mas sou indecifravelmente humana e previsível!
Evani Rocha
- Humana e previsível - 8 de setembro de 2026
- A árvore centenária - 31 de agosto de 2026
- Um dia na vida real - 18 de agosto de 2026
Evani Rocha, natural de Chapada dos Guimarães (MT) é bióloga e professora da rede pública há 25 anos, com pós-graduação em Educação, especializada em Literatura Brasileira. Na área literária é poetisa, escritora e autora dos livros: Retalhinhos (Poesia, 2020) e Folhas de Outono (Contos, lançado na Bienal/Rio 2023). Na área acadêmica, é Acadêmica Internacional da FEBACLA – Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes, da qual recebeu o título Embaixadora Cultural da Paz. Apaixonada pelas artes, em especial a pintura e a escrita, Evani Identifica-se como uma pessoa ligada umbilicalmente à natureza, onde passou boa parte de sua infância. As artes e a natureza são sua fonte de inspiração, motivo pelo qual sua pintura e escrita têm uma voz que ecoa, quase sempre, desse lugar-comum.



Evani Rocha, seu poema, de um lirismo altaneiro, é um mapa sobre a complexidade do ser humano, com as contradições e desejos velados . E talvez seja essa imperfeição da alma humana que a história tem nos contemplado com tantas obras inesquecíveis!