Em versos sensíveis sobre a passagem do tempo e as marcas da ausência, Adriana Rodríguez canta as dores e as belezas de um amor que atravessou as estações

Ao despertar o sol
com seus tons azuis,
laranjas, rosados,
com os raios matutinos,
com as luas de jade
e com as horas de insônia,
na distância
de nossos corações,
na ilusão do momento,
durante a tempestade,
durante o outono
e, em seguida, o inverno,
durante tanto tempo
e também à tarde,
durante a noite fria
e o céu que arde,
em silêncio,
durante tanto tempo,
que os dias
se fizeram anos,
ainda quando não restava nada
e, ao mesmo tempo,
havia demais.
Ainda quando era tudo
e não era razoável,
devagar,
sem freios,
por fora e por dentro,
com cada abraço,
cada beijo
que caminhou às cegas
e não chegou,
durante os dias longos,
os acumulados
e sem descanso,
por completo,
durante
todo o ano.
Amei você muito,
talvez demais,
mas nem por isso
o suficiente.
Adriana Rodríguez
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Natural de Heroica Matamoros, México, é escritora e criadora literária. Sua obra transita entre a poesia e o conto, explorando emoções humanas, memória, vulnerabilidade e o claro-escuro da experiência cotidiana. Participou de eventos de poesia presenciais e virtuais, além de contribuir para programas e publicações em diversas revistas digitais. Seus trabalhos foram incluídos em inúmeras antologias e projetos editoriais independentes. Entre seus títulos publicados estão as coletâneas de contos ‘Pesadelos: Crônicas dos Sonhos e Hábitos das 6 da Manhã’, bem como as coletâneas de poesia ‘Desaparecida’ e ‘Fragmentos’. Atualmente, continua a desenvolver projetos literários focados na exploração íntima da linguagem e das sensibilidades contemporâneas.



Adriana, ¡tu poema es un derroche lírico!
Como las manecillas de un reloj, presentas un flujo temporal, contrastando momentos de insomnio con la acumulación de días, generando años de sentimiento, en particular, la perplejidad de darse cuenta de que el amor, incluso en exceso, deja la impresión de no haber sido suficiente.