setembro 08, 2026
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A Anatomia da Dúvida em ‘O Decano de Lúcifer’

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Como o Médico Almir Miguel Jr. Transforma a Prática Clínica em Horror Psicológico


Almir Miguel Jr.
Almir Miguel Jr.


O que separa a realidade que tocamos da ilusão que a mente constrói?

Para o médico e escritor Almir José Miguel Junior, essa resposta não está apenas nos livros de medicina, mas nas brechas sutis da percepção humana.

Formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com bagagem pela Engenharia Elétrica e pela Física.

Já tendo planos de ingressar em Teologia pela UCP de Lisboa, Almir carrega uma inquietação analítica que atravessa sua trajetória.

Professor desde os 15 anos de matemática, inglês e física.

Desde então o autor aprendeu a arte de traduzir o complexo em algo acessível, habilidade que hoje imprime com maestria em sua ficção.

Atuando como clínico geral em dois pequenos municípios da região das Missões (RS), Almir enfrenta a rotina dos plantões hospitalares.

Alem disso, divide o tempo entre a profissão, a família, ao lado da esposa Márcia e dos filhos Isabel e Gabriel, a pesca, a guitarra e a bateria (com direito a um passado nos anos 90 em uma banda cover do Pearl Jam).

Mas foram os seus 20 anos de vivência no universo médico que alimentaram sua maior reflexão literária: a distância quase invisível entre o que um paciente sente e o que os exames conseguem provar.

O Sonho de um Livro Inexistente

A gênese de O Decano de Lúcifer carrega um ar místico.

Numa madrugada, Almir acordou com a certeza absoluta de ter lido uma obra que não existia em catálogo algum.

Em vez de descartar a sensação, fez o que qualquer bom narrador faria: começou a anotar.

Somando essa intuição à observação clínica de como uma pessoa pode ser convencida, com toda a doçura, de que nunca viu o que presenciou, o autor estruturou um romance de horror psicológico denso e fascinante.

Com influências que passam por mestres como Shirley Jackson, Ira Levin e C.S. Lewis, a obra nasce da sutil manipulação da sanidade, abordando como as certezas humanas podem ser desmanteladas sem alarde.

A Tensão de ‘O Decano de Lúcifer: Episódio 1 – A Luz’

Já disponível na Amazon em formato episódico, a história apresenta Tomás, um médico do interior que há 21 anos segue à risca a regra de ouro do consultório: separar a queixa do achado, o relato subjetivo do paciente daquilo que a ciência comprova.

A vida metódica de Tomás passa por uma ruptura perturbadora quando ele desperta com a lembrança de um livro fantasma e, dias depois, descobre em seu próprio computador um capítulo inédito que nunca escreveu, antecipando o significado profundo de um evento futuro.

A partir desse momento, a narrativa mergulha em uma espiral de paranoia e observação:

• A paranoia do invisível: Tomás passa a medir os milímetros da própria casa — a cadeira três centímetros fora do lugar, a luz levemente alterada, o tom de voz com que seu nome é pronunciado.

• O registro contra o esquecimento: Cada pequena alteração é anotada e datada, funcionando como uma defesa preventiva contra o dia em que tentarão convencê-lo de que a realidade sempre foi daquela forma.

• O documento paralelo: Intercalando os capítulos, surge um texto perturbador: um manual sereno sobre como despojar um homem de suas verdades sem precisar alterar um único fato concreto.

Almir Junior entrega uma obra brilhante, onde o rigor técnico e a sensibilidade humana se fundem para questionar as bases da nossa própria memória.

Uma leitura indispensável para quem busca um suspense inteligente, atmosférico e profundamente transformador. Super recomendo!


REDES SOCIAIS DO AUTOR


O DECANO DE LÚCIFER

SINOPSE

Toda luz pode ser rebaixada, desde que o homem seja convencido de que nunca a viu acesa.”

Tomás acordou às 3h41 com a certeza de ter lido um livro que não existe.

Procurou por onze dias , catálogos, bibliotecas, sebos, alertas. Nada.

Ele é médico: há quinze anos separa o que o paciente sente do que o exame mostra.

Então fez o que sabe fazer. Decidiu escrever o livro que sonhou.

Na sexta-feira seguinte, encontrou no computador um capítulo que não escreveu.

Criado às 3h41. Descrevendo um jantar que ainda não aconteceu.

Enquanto isso, a casa. A cadeira amanhece três centímetros fora da marca.

A luz da sala parece mais baixa e o aplicativo que mede não confirma.

O nome dele, na boca da mulher, soa meio tom errado. “Sempre foi assim”, ela diz.

E há o cheiro de gás que só ele sente.

Nenhum desses fatos prova nada.

É esse o problema. Tomás mede tudo, anota tudo, guarda a verdade em caixas de fósforos, um fato por palito, a frase mais curta que ainda seja verdadeira.

Mas quanto vale uma testemunha que já não confia no próprio ouvido, no próprio nariz, na própria memória?

E, entre os capítulos, as páginas de um manual muito antigo ensinam, com a serenidade de uma aula, a arte de fazer um homem abandonar o próprio testemunho.

Episódio 1 de O Decano de Lúcifer, romance seriado de horror psicológico. Cada episódio se lê inteiro por si.


Assista a resenha do canal @o.que.li no YouTube.


OBRA DO AUTOR

O decano de Lúcifer
O decano de Lúficer


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