Sônyah Moreira: ‘Linhagem Maldita’
Imagine você, caro leitor, lembrar-se de sobrenomes que trouxeram melhorias para a coletividade ou aqueles cuja lembrança é de destruições e dissabores. Qual deles que você prefere?
Existem famílias milionárias que usam seu império para a pesquisa científica, para descobrir novas fórmulas para a melhoria de vida para a humanidade, pessoas que usam seu dinheiro e seu intelecto avançado para a descoberta de tecnologias que ajudam na evolução humana.
Podemos citar várias famílias, por exemplo: Bill Gates, Rockefeller, Ford. Aqui, na República das Bananas, temos milionários, empresários e políticos que serão lembrados por seus sobrenomes, porém, como uma linhagem maldita!
Um deles é o senhor Marcelo Odebrecht, ex-presidente da Organização Odebrecht, um conglomerado brasileiro de capital fechado que atua em diversas partes do mundo nas áreas de construção e engenharia, químicos e petroquímicos, energia, saneamento, entre outros, e que está envolvido em um dos maiores escândalos políticos do nosso país, num processo anticorrupção sem precedentes na história do nosso país: a Operação Lava-Jato!
A verdade é que ele, seu pai, Emílio Odebrecht, juntamente com um numeroso grupo de políticos, assaltaram, sem armas em punho e despudoradamente, os cofres públicos!
E o pior é que, ao assistirmos seus depoimentos, percebemos claramente que não há o menor sinal de arrependimento em seus olhos!
Eles descrevem os atos praticados como sendo algo natural e normal; como uma coisa corriqueira entre ‘compadres’. É o Compadrio da Corrupção!
Se, realmente, houver algo além de nossa jornada terrena, que Caronte, o barqueiro que leva as almas recém-chegadas ao outro lado do rio Estige, às portas do Hades (guardadas por Cérbero, o terrível cão de três cabeças), os aguarda, cobre o peso extra de suas bagagens, pois uma única moeda, amealhada corruptamente, não conseguirá pagar a viagem.
Em seus volumes de bagagem extra, haverá com certeza os cadáveres dos mortos nas filas dos hospitais públicos, corpos de crianças famintas, corações dilacerados de mães pela perda de seus rebentos vitimas da falta de segurança pública.
É, meu caro leitor! Se houver o outro lado da vida, que a linhagem seja declarada maldita; que seus pomposos sobrenomes estampem nos anais da história, para que jamais esqueçam as gerações futuras de seus feitos, evitando assim colocá-los novamente no poder.
Não podemos admitir essas leis paternalistas que apenas fazem do cidadão escravos acorrentados; precisamos simplesmente exigir de volta o que nós pagamos em tributos, por meio das melhorias necessárias para prover com dignidade nossas famílias.
Linhagem, classe, condição social é um status para se ter orgulho e não algo sobre o que se envergonhar.
Que herança, que legado esses homens contaminados pela corrupção deixarão para seus descendentes?
Sônyah Moreira – sonyah.moreira@gmail.com
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Natural de Sorocaba (SP), é escritor, poeta e Editor-Chefe do Jornal Cultural ROL. Acadêmico Benemérito e Efetivo da FEBACLA; membro fundador da Academia de Letras de São Pedro da Aldeia – ALSPA e do Núcleo Artístico e Literário de Luanda – Angola – NALA, e membro da Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB. Autor de 8 livros. Jurado de concursos literários. Recebeu, dentre vários titulos: pelo Supremo Consistório Internacional dos Embaixadores da Paz, Embaixador da Paz e Medalha Guardião da Paz e da Justiça; pela Soberana Ordem da Coroa de Gotland, Cavaleiro Comendador; pela Real Ordem dos Cavaleiros Sarmathianos, Benfeitor das Ciências, Letras e Artes; pela FEBACLA: Medalha Notório Saber Cultural, Comenda Láurea Acadêmica Qualidade de Ouro; Comenda Baluarte da Literatura Nacional e Chanceler da Cultura Nacional; pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos, Pesquisador em Artes e Literatura; Pela Academia de Letras de São Pedro da Aldeia, o Título Imortal Monumento Cultural e Título Honra Acadêmica, pela categoria Cultura Nacional e Belas Artes; Prêmio Cidadão de Ouro 2024, concedido por Laude Kämpos. Pelo Movimento Cultivista Brasileiro, o Prêmio Incentivador da Arte e da Cultura,


