“Os piratas reais eram sanguinários, seres sem piedade e nem escrúpulos, as histórias eram brutais, saqueavam navios e colônias ao longo das costas marítimas de toda a Europa.”
Em todos os reinos e épocas existem histórias de piratas, claro que sem os romances de contos de fadas.
Os piratas reais eram sanguinários, seres sem piedade e nem escrúpulos, as histórias eram brutais, saqueavam navios e colônias ao longo das costas marítimas de toda a Europa.
Na Grécia antiga, Homero foi o primeiro a usar o termo em sua Odisseia; os piratas eram aqueles que roubavam mar a fora; porém, atualmente o termo designa qualquer pessoa que transgrida as leis.
A verdade é que os piratas fazem parte do imaginário das pessoas, romanceá-los e imaginá-los valentes e intrépidos guerreiros, isso faz parte da fantasia e dos sonhos.
Esta crônica quer ir mais além: quer olhar para a psique de cada um e propor uma dúvida: será que no fundo todos nós não queremos ser um pouco pirata?
A sociedade, de uma maneira velada, dita as regras de todo o comportamento; precisamos estar sempre dentro das normas e costumes e transgredir as leis é sumariamente condenável.
Ser um pouco pirata talvez nos fizesse mais leves, com menos culpas. À medida que avançamos na evolução, o Estado coloca mais controle em nossas vontades e desejos e tudo se torna politicamente incorreto.
Será que as transgressões não seriam uma forma de liberdade?
Vejam! Não estou fazendo apologia a crimes bárbaros, o que quero é destacar a liberdade de ser você mesmo, sem etiquetas, sem máscaras, errar de vez em quando!
Esta utopia em fazer tudo sempre certo é estressante e humanamente impossível. Percebo que tudo caminha para a robotização dos seres humanos. A tecnologia está acabando com a ‘ginga’, não interagimos mais, tudo é virtual, e milimetricamente calculado.
Vamos ser um pouco piratas? Sair do quadrado, não seguir tantas regras ditadas por uma sociedade hipócrita?
Quem sabe não levar a vida tão a sério, se permitir errar, navegar por mares desconhecidos ao sabor das ondas!
Oh! Oh! Oh! E com uma garrafa de Rum!
Sônyah Moreira sonyah.moreira@gmail.com
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Natural de Sorocaba (SP), é escritor, poeta e Editor-Chefe do Jornal Cultural ROL. Acadêmico Benemérito e Efetivo da FEBACLA; membro fundador da Academia de Letras de São Pedro da Aldeia – ALSPA e do Núcleo Artístico e Literário de Luanda – Angola – NALA, e membro da Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB. Autor de 8 livros. Jurado de concursos literários. Recebeu, dentre vários titulos: pelo Supremo Consistório Internacional dos Embaixadores da Paz, Embaixador da Paz e Medalha Guardião da Paz e da Justiça; pela Soberana Ordem da Coroa de Gotland, Cavaleiro Comendador; pela Real Ordem dos Cavaleiros Sarmathianos, Benfeitor das Ciências, Letras e Artes; pela FEBACLA: Medalha Notório Saber Cultural, Comenda Láurea Acadêmica Qualidade de Ouro; Comenda Baluarte da Literatura Nacional e Chanceler da Cultura Nacional; pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos, Pesquisador em Artes e Literatura e Dr. h. c. mult. Pela Academia de Letras de São Pedro da Aldeia, o Título Imortal Monumento Cultural e Título Honra Acadêmica, pela categoria Cultura Nacional e Belas Artes; Prêmio Cidadão de Ouro 2024, concedido por Laude Kämpos. Pelo Movimento Cultivista Brasileiro, o Prêmio Incentivador da Arte e da Cultura .


