“O vento, às vezes, nos traz perfumes do passado, algumas lembranças saborosas, outras vezes dolorosas, sonhos esquecidos, projetos inacabados de um tempo de ingenuidade e inocência.”
O tempo passa sem perceber, o vento batendo em nossas faces, faz branquear as madeixas, os sulcos na pele adquiridos ao longo da jornada, em nada lembra os tempos de outrora, das brincadeiras inocentes, dos sonhos acalentados.
O tempo tem como destino ser cruel, é implacável para todos, sem exceção; faz das memórias capítulos de dramas cotidianos, sonhos perdidos ao vento, levados para longe, e só ficando a saudade.
O tempo, por vezes, se faz um professor austero, todavia, a nota da sabatina é de inteira responsabilidade de cada um.
O vento, às vezes, nos traz perfumes do passado, algumas lembranças saborosas, outras vezes dolorosas, sonhos esquecidos, projetos inacabados de um tempo de ingenuidade e inocências.
Ah! O tempo! Inexoravelmente senhor da punição, nada passa pelo tempo sem uma consequência, que seja boa ou ruim.
O vento encarrega-se de levar pra longe os sonhos dourados e infantis de outrora, sonhos deixados no tempo.
As vertentes do tempo podem ser boas ou más e, dependentemente de como foi usado o tempo disponível, ele só será favorável se suas escolhas foram acertadas.
No relógio, a morte tricota o tempo, nos delírios da irrealidade acordei, e com a consciência que o tempo correu, e mostrou o que fui e já não sou. O vento apressado carregou com ele os anos, juntamente os sonhos de antigamente.
Ah, o tempo! Esse passou e deixou mágoas, vitorias, risos e sonhos que se encontraram e se perderam, nesse mesmo vento, que carregou o tempo dos momentos vividos e não realizados.
Sônyah Moreira – sonyah.moreira@gmail.com
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Natural de Sorocaba (SP), é escritor, poeta e Editor-Chefe do Jornal Cultural ROL. Acadêmico Benemérito e Efetivo da FEBACLA; membro fundador da Academia de Letras de São Pedro da Aldeia – ALSPA e do Núcleo Artístico e Literário de Luanda – Angola – NALA, e membro da Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB. Autor de 8 livros. Jurado de concursos literários. Recebeu, dentre vários titulos: pelo Supremo Consistório Internacional dos Embaixadores da Paz, Embaixador da Paz e Medalha Guardião da Paz e da Justiça; pela Soberana Ordem da Coroa de Gotland, Cavaleiro Comendador; pela Real Ordem dos Cavaleiros Sarmathianos, Benfeitor das Ciências, Letras e Artes; pela FEBACLA: Medalha Notório Saber Cultural, Comenda Láurea Acadêmica Qualidade de Ouro; Comenda Baluarte da Literatura Nacional e Chanceler da Cultura Nacional; pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos, Pesquisador em Artes e Literatura; Pela Academia de Letras de São Pedro da Aldeia, o Título Imortal Monumento Cultural e Título Honra Acadêmica, pela categoria Cultura Nacional e Belas Artes; Prêmio Cidadão de Ouro 2024, concedido por Laude Kämpos. Pelo Movimento Cultivista Brasileiro, o Prêmio Incentivador da Arte e da Cultura,

