
Limiar
No seu silêncio, retumbam ventos bravios
No desalento, ouço o murmúrio dos rios
O caminho lá de dentro, intransponível e frio
Só a fé acha a luz em diminutos rastilhos
Rogando favores e concessões ao Poder Infinito
Vangloriando suas posses precárias e mesquinharias
A monstruosidade humana em seu capricho ferido
A face outrora pueril e mansa, vira cólera e zombaria
Raios sibilantes e lúgubres divisam a aurora do ser
Combalido na inveja e usura, perdeu-se da luta e da lua
E o sol não avista nem de soslaio, não atiça o querer
O laborioso, pungente e incompreensível encargo
Não deve ser precipitadamente rechaçado
A batalha é um “locus sagrado”, divino apanágio
Pietro Costa
Pietro_costa22@hotmail.com
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Natural de Brasília (DF), é escritor, poeta e Assessor Jurídico de 2ª Instância do MPU (PGJM). Autor de 11 livros, ganhou projeção internacional com O Barco e o Verbo: 10 Anos de Travessia Literária, lançado na London Book Fair 2026, onde recebeu o título Royal Writer of the Year. Seu livro Requintes de Sensibilidade (2025) foi lançado no Salão do Livro de Genebra 2026, ampliando o alcance de sua poesia no cenário europeu. Vencedor do Troféu Clarice Lispector 2024 (SolRidente) e do 1º Concurso Mágico de Oz 2025 (A Matemática da Presença), integrou a delegação brasileira no Festival Internacional de Poesia de Bucareste (2025). Professor de Escrita Criativa, Idealizador e Facilitador do LabVerso: Núcleo de Poéticas Experimentais e Mentoria Literária de Alta Formação, Doutor Honoris Causa Mult., soma mais de 400 participações em coletâneas literárias.

