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Barril de Pólvora

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Marcelo Augusto Paiva Pereira: ‘Barril de Pólvora’

Marcelo A. Paiva Pereira
Marcelo A. Paiva Pereira
Barril de pólvora
Barril de pólvora
Microsoft Bing – Imagem criada pelo Designer

A guerra deflagrada aos 07.10.2023 pelo grupo político Hamas contra Israel reascendeu as chamas de conflitos anteriores pela Palestina, nunca solucionados a contento. Desde a Idade Antiga, quando o Império Romano continha meio mundo (então conhecido) dentro de seu território, ela fazia parte.

Durante o Império Romano habitavam vários povos na Palestina, dos quais os judeus (ou hebreus) eram um deles. Dentre eles estava o árabe, descendente de Ismael, filho da egípcia Agar e serva de Abraão (Gn, 16, 15), enquanto os hebreus descendem de Isaac, filho de Sara, esposa dele (Gn, 21, 3).

No ano 70 d.C., sob a administração de Vespasiano, os hebreus foram dispersos mundo afora em resposta à revolta deles contra a perda da autonomia e consequente redução à província romana. Da diáspora, os hebreus somente retornariam à Palestina no século XX, quando se encontrava ocupada por povos de origem muçulmana.

Os muçulmanos surgiram após o profeta Maomé fugir de Meca para Medina, no ano 622 d.C. (a hégira, no século VII), e consolidar a religião que pregava na península arábica: o islamismo, que tomou conta do mundo árabe e se propagou pelo norte da África, sul da Europa e oriente médio (inclusive a Palestina), até as fronteiras da Índia.

Após a Segunda Guerra Mundial (1939-45) os sobreviventes do holocausto, sob a tutela da Inglaterra, criaram o Estado de Israel (1947) na região onde viveram durante o Império Romano. Era a mesma Palestina que até hoje existe, mas dividida entre territórios (Cisjordânia, Faixa de Gaza e Israel) e sujeita a ânimos hostis dos muçulmanos ao redor.

Aos 25.01.2006 o grupo político Hamas, criado pela facção Irmandade Muçulmana, foi eleito para ocupar 76 das 132 cadeiras do parlamento do Estado Palestino, cuja maioria (57%) conquistada permitiu ao Hamas escolher o Primeiro-Ministro a governar aquele Estado. Desde então a Palestina tem sido por ele administrada, que deseja reconquistar os territórios adquiridos por Israel e fundar um Estado Islâmico desde o Mar Mediterrâneo até a fronteira da Jordânia.

O território onde hoje é o Estado de Israel é o da Palestina desde a Idade Antiga, quando era habitado por diversos povos e as legiões romanas controlavam a metade do mundo antigo. De lá para cá os hebreus foram expulsos por Vespasiano, Maomé consolidou e difundiu o islamismo pelo mundo árabe, do qual parte dele continuou na Palestina e os hebreus sobreviventes da Segunda Guerra Mundial à ela retornaram – terra prometida – de onde saíram a contragosto (e não porque quiseram).

Conclusivamente, o vínculo de parentesco entre árabes e judeus (ou hebreus), procedente de Ismael e Isaac, serviu para inflamar os ânimos de muçulmanos que não os querem lá. Estão eles distribuídos pelo Egito, Irã, Líbano, Síria e nos territórios palestinos (Cisjordânia e Faixa de Gaza). Este é, então, o barril de pólvora que se tornou aquela região. Nada a mais.


Marcelo A. Paiva Pereira


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