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Ópera: vozes eternas

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Ella Dominici: ‘Ópera: vozes eternas’

Ella Dominici
Ella Dominici
magem criada por IA do Bing - 06 de fevereiro de 2025, 
às 16:51
Imagem criada por IA do Bing – 06 de fevereiro de 2025,
às 16:51

Óperas elevam-se em catedrais de vento, erguem-se em palcos de mares e montes. São harpas de espumas e cantos contidos em cúpulas de ouro que flutuam nos ares. As vozes, agora, são estandartes, são sopros de sopranos errantes, falando aos homens em notas de fogo, na dança da chama que nunca se apaga.

Falam de amores, de dores, de tempos. Falam de pactos, de prantos, de hinos. Nos becos sombrios onde os reis se calam, nos salões ardentes onde as sombras dançam, elas ecoam. São paradoxos que dobram os sinos, são gritos sublimes em pedra esculpidos, cortinas que se abrem e nunca se fecham, pois nelas ressoam os ais infinitos.

Óperas góticas, neblinas lunares, janelas do mundo que entoam mistérios. Seja em ternura ou em caos absoluto, são vozes eternas cantando destinos.

Ella Dominici

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Rute Ella Dominici
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2 thoughts on “Ópera: vozes eternas

  1. Ella, sua sensibilidade, em versos ou em prosa, é uma viagem onírica!

    Como delicadas nuvens ao sabor do vento, as metáforas se fazem instrumentos delicados e afinadíssimos da Orquestra Poética: “catedrais de vento”; “harpas de espuma”; “sopros de sopranos errantes”; “dança da chama que nunca se apaga”… são, ao final do último acorde, “vozes eternas cantando destinos”!

    1. Um sensível leitor e ‘Editor Mor’, é metáfora da felicidade de prosadores poéticos que escrevem com tinta da alma!
      Gratidão ao amigo Sérgio Diniz!

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