Marli Freitas: Poema ‘Abóboda celeste’


Dócil colóquio – ágora notório.
Guardo inviolado o momento
Do espanto de possuir o mistério
De todas as estrelas do firmamento.
Minha abstração não tem limites,
Tem a graça de milhões de anos.
Na abóboda celeste – o deleite;
Querência e afeto – soberanos.
Tudo que fazemos se mistura
À beleza do mundo e costura
Versos que consagram a ventura.
Se somos poeira, também a euforia
Do destino; se somos epifania,
Para o milagre da Terra – alegria.
Marli Freitas
- Abóboda celeste - 21 de janeiro de 2026
Natural de Dom Cavati (MG) é professora, historiadora, escritora e poeta. Cursou História e Geografia e lecionou durante 29 anos. A literatura sempre fez parte de sua vida através das histórias narradas de forma teatral por seu pai. Quando aprendeu a ler passava horas lendo na Biblioteca Municipal e tinha um gosto especial pelas obras dos irmãos Grimm. Durante a vida escolar foi se encantando por vários autores, com apreço especial pela poesia de Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes, Cecília Meireles, Machado de Assis, João Cabral de Melo Neto, entre outros. É autora de cinco livros, dentre os quais: Entre a Terra e o Céu – Estou Feliz, Estou Passarinho; Entre o Balanço e o Voo – O Vento Amou As Asas Recém-nascidas; Entre o Elo e a Auxese – Teus São Os Olhos Meus. Condecorada com várias comendas, dentre as quais: Ruy Barbosa; Princesa Isabel; Ludwig van Beethoven; Fiódor Dostoiévski; William Shakespeare e Mérito Científico Galileu Galilei. Membro de várias academias, dentre as quais: Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes; Académie des Lettres et Arts Luso-Suisse; Núcleo Acadêmico de Letras e Artes de Portugal


Marli, seu soneto é transcendente! E você o conclui com Chave de Ouro:
“Se somos poeira, também a euforia/ Do destino; se somos epifania,/ Para o milagre da Terra – alegria.”
Obrigada, Sérgio! Estou amando a dinâmica com o Jornal Cultural ROL!
Marli, belíssima poética e intensa reflexão !
Gostei muito do soneto Abóboda Celeste!