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Pipa vadia

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Paulo Siuves: Poema ‘Pipa vadia’

Paulo Siuves
Paulo Siuves
IA criada com auxílio do ChatGPT1º de março de 2026,
às 23:07

O sol no meio dessa imensidão azul,
a ausência de nuvens,
uma pipa;
ligação de um pivete à imensidão azul.

Uma linha,
um menino,
um sonho,
sonho de estar no lugar da pipa
e esquecer que existem horas,
horas de parar de brincar,
horas de ir pra esquina da avenida
esperar o vermelho do semáforo…

No céu não existe semáforo.

Dá-se um puxão na linha
e magicamente eu vou com ela pra esquerda,
levo a pipa pra direita
ou pra baixo!

Subo sobre ela até perto do sol,
vou cortar a linha do sol.

“- Êta, solão!”

De repente – zás.

“- Um intruso no meu limite!?”

A pipa sobe incontrolável
como a ira do menino sentado à beira do caminho,
sonhando em ser pipa,
conhecer os sete céus
e os sete mares.

“- Por onde você anda querida pipa?”

“- Com certeza nas mãos de outro menino que sonha ser a pipa, aquela pipa vadia!!”

Coração apertado,
latinha de linha na mão,
menino suado,
cabeça confusa,
desilusão…

Chegou a hora,
essas horas,
que mundo!

“- Esquina, ai vou eu, contar os meus carros, cobrar dessa gente grande por passar na minha rua…”


Paulo Siuves

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2 thoughts on “Pipa vadia

  1. Paulo, seu belíssimo poema me fez lembrar meu conto O Menino que Brincava nas Nuvens’.

    Tenho a impressão de que seu Paulo menino brincava com o meu Sergio menino, na nossa saudosa e feliz infância!

  2. Obrigado pelo carinhoso comentário, nobilíssimo amigo e editor Sérgio Diniz. Essa foi a impressão que tive ao ler seu “O Menino que Brincava nas Nuvens”. Ainda brincamos, mas com as palavras e imaginação pueril. Saudações ROLianas.

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