Humberto Napoleón Varela Robalino
Poema ‘Eva’


Cuando la simiente
fue rocío
el rocío llamó a EVA
para amarla
y la amó bajó la sombra del árbol de la vida.
El hilo de que pendía la manzana
fue cortado de un aletazo por la ternura.
Los huesos de EVA
se alargaron
las caderas campanas enormes
repicaron
los senos repletos de miel
endulzaron los labios.
EVA
desde entonces
principio y fin
de la ESPECIE.
Humberto Napoleón Varela Robalino
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Natural de Tulcán, Equador, no campo acadêmico exerceu o ensino nas universidades Tecnológica Equinoccial e na Internacional do Equador. Foi presidente do Núcleo do Carchi da Casa da Cultura Equatoriana ‘Benjamín Carrión’ por dois períodos, e é membro ativo da Sociedade de Escritores do Equador, da Casa do Poeta Peruano em representação de Quito, da prestigiada Academia Virtual Internacional de Poesia, Artes e Filosofia (AVIPAF) e vice-presidente da Academia Poética Brasileira Internacional. Fundador e presidente do grupo literário ‘Caminhos’ de Tulcán, integrou múltiplas redes e instituições culturais internacionais. Em 2016 foi declarado Poeta do século XX por unanimidade do Conselho Literário da Revista Poética Brasileira, honra conferida pelo seu editor sênior, Mhario Lincoln. Sua obra sólida e diversificada atinge mais de vinte livros publicados no Equador, Argentina, Brasil, Espanha e França. ‘Poesia em Viagem’ (Montevideo, 2025), é sua mais recente obra, onde lhe será prestada homenagem por ser considerado o poeta da ruptura pela sua filiação com o dadaísmo, o surrealismo e as vanguardas filosófico-literárias. Sua obra foi comentada, analisada, traduzida e antologada em revistas e jornais de prestígio na Espanha, Brasil, Egito, Uruguai, Chile, Colômbia e Portugal.

