Ivete Rosa de Souza: poema ‘Liberdade’


Guardo em meu coração um grito de liberdade.
Desse mundo cruel, a transbordar crueldade.
Visto-me de sonho e esperança, sem medo.
Dos que me passaram, dos que fazem da matança.
Um dia sempre escuro, deixando rastro da soberba, indecente.
Da infinita escuridão, do veneno permanente
Engolindo a verdade, destruindo a felicidade.
Sem temor, impede muitos, sem pudor ou piedade.
A viver como zumbis, nesta imensa multidão.
Incompetentes sem destino, sem mérito ou solução
Quisera poder mudar, ter coragem de enfrentar, e a cura destilar.
Movendo pedras da ignorância, da incerteza escapar.
Recebendo bênçãos e glórias, poder enfim caminhar.
Em terra livre, sem dono, sem cabresto, sem espera.
Deixar no tempo liberdade, encontrando outros, fortalecidos, levantando a bandeira.
Da comunhão de um povo, livre dos incompetentes.
Que escravizam a verdade,
Lançando ódio em corpos e mentes.
Quisera poder gritar, liberdade para sonhar, para viver novamente.
Ivete Rosa de Souza
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Natural de Santo André (SP) e ex-policial militar, é uma devoradora de livros. Por ser leitora voraz, para ela, escrever é um ato natural, tendo desenvolvido o hábito da escrita desde menina, uma vez que a família a incentivava e os livros eram o seu presente preferido. Leu, praticamente, todos os autores clássicos brasileiros. Na escola, incentivada por professores, participou de vários concursos, sendo premiada – com todos os volumes de Enciclopédia Barsa – por poesias sobre a Independência do Brasil e a Apollo 11. E chegou, inclusive, a participar de peças escolares ajudando na construção de textos. Na fase adulta, seus primeiros trabalhos foram participações em antologias de contos, pela Editora Constelação. Posteriormente, começou a escrever na plataforma online Sweek a qual promovia concursos de mini contos com temas variados, sendo que em alguns deles ficou entre os dez melhores selecionados, o que a levou à publicação do primeiro livro, Coração Adormecido (poesias), pela Editora Alarde (SP). Em 2022, lançou Ainda dá Tempo, o segundo livro de poesias, pela mesma editora.

