‘Vaso Valioso’: Poema de Guilherme Machado


“Não fui eu que ordenei a você? Seja forte e corajoso!
Não se apavore nem desanime.”
Mais do que um aluno, um amigo querido, gentil e amoroso.
Nunca permita que a dor do passado te subestime.
Aos olhos de Deus, és vaso valioso.
Mesmo quando não consegues perceber.
Feito por suas mãos, és único e precioso.
Há muito em sua história que ainda há de florescer.
As marcas no vaso não apagam seu valor,
Nem tudo que se quebra precisa terminar.
Há cicatrizes que se transformam em amor,
Quando Deus usa nossa história para alguém alcançar.
Mesmo marcado, o vaso atravessou a dor,
Pois há propósito nas marcas que o tempo deixou.
Cada cicatriz pode transformar-se em louvor,
E revelar o cuidado de Quem nunca te abandonou.
O ontem não precisa definir quem você será,
Aquilo que feriu também pode ensinar.
Talvez ainda não percebas a importância que tua vida já tem,
Nem quantos encontrarão esperança no caminho que você trilhar.
Eu posso ver no horizonte a glória de Deus se manifestar.
E, pela fé, declaro: você ficará bem.
Mude o referencial para sua dor ressignificar.
E saberás que fizeste parte de algo importante.
Do que um dia te prendeu, ainda irás testemunhar:
“Aquele que começou a boa obra há de completá-la adiante.”
Em homenagem a Murilo Scottini
Guilherme Machado
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Guilherme Cesar Machado de Araujo, natural de Sorocaba (SP), 33, é graduando em Educação Física pela Fefiso (Faculdade de Educação Física de Sorocaba). Na área literária é escritor, filósofo e poeta. Escreve poesias desde 2002, tendo ingressado no site Recanto das Letras em 2011, visando compartilhar seus textos. Em 2012 foi um dos ganhadores do concurso de poesia promovido pelo Instituto Tatonetti, que homenageava os 402 anos da cidade de Itu.

