Mohamed Rahal
‘Poesia Popular: Malhoun – O Registro do Povo
e uma Arma de Resistência Cultural’


A poesia popular, conhecida como “Malhoun”, é uma das expressões artísticas mais proeminentes que preservou a identidade e a memória coletiva da região de Ouarsenis. A poesia nunca foi uma forma de arte elitista e isolada; pelo contrário, sempre esteve intimamente ligada aos problemas e preocupações cotidianas do povo, servindo verdadeiramente como “o registro do povo e o repositório de seus segredos”.
Os poetas populares foram a voz da nação, semeando esperança, fortalecendo a determinação e inspirando um espírito revolucionário nos corações dos argelinos, transformando a poesia em um manifesto de resistência e uma plataforma para a liberdade. A poesia popular caracteriza-se pela sua habilidosa fusão do vocabulário digno do árabe clássico com o calor do dialeto local, tornando-a acessível, fácil de entender e compartilhar, e capaz de expressar os sentimentos mais sutis e os pensamentos mais profundos.
🔶 A Canção Beduína da Melodia Eterna que dáAsas ao Poema
Se a poesia é a alma, a canção beduína é o corpo e o eco que lhe garante vida eterna. A canção beduína está intrinsecamente ligada à poesia popular; é o canal através do qual a poesia flui das coleções dos poetas para os corações das massas. Quando um poema é cantado, adquire novas dimensões e um impacto mais profundo, à medida que a beleza das palavras se funde com o poder da melodia e a doçura da voz, transformando-o em parte integrante do tecido social do dia a dia. É recitada em celebrações e eventos, compartilhada em encontros noturnos e usada para oferecer conforto em momentos de tristeza.
🔶Esforços para Preservar e Consolidar estaTradição dos Festivais Folkà PesquisaAcadêmica
Há um crescente interesse acadêmico por essa rica herança. Universidades nacionais têm promovido simpósios nacionais com ampla participação de professores e pesquisadores especializados de diversas universidades do país. Esses encontros buscam destacar as dimensões culturais e civilizacionais da região, bem como explorar e analisar a literatura popular escrita e oral utilizando as abordagens críticas mais recentes.
Um dos resultados mais significativos desses esforços acadêmicos é a proposta de criação de um laboratório de pesquisa acadêmica dedicado à literatura, à cultura popular e ao patrimônio da região. O objetivo é documentar cientificamente essa cultura imaterial, preservá-la e transformá-la em uma fonte confiável para estudos de ciências humanas e sociais.
🔶Instrumentos Musicais Populares em Canções Beduínas
As canções beduínas são baseadas principalmente em instrumentos musicais simples e tradicionais, muitas vezes feitos com materiais encontrados no deserto ou em ambientes rurais. Esses instrumentos variam de instrumentos de sopro e corda a instrumentos de percussão.
🔷Qasba ou Qasba (Flauta Beduína): Um instrumento de sopro feito de um tubo oco de cana, considerado a base do estilo beduíno do deserto (como os cantos Ayay, Naili e Shawiya).
🔷Shubaba (ou Shabiba): Um instrumento de sopro tradicional feito de cana ou metal com orifícios específicos, que produz tons delicados adequados à atmosfera do deserto.
🔷Bendir e Daf: Instrumentos de percussão usados para marcar o ritmo e o andamento no canto beduíno e em encontros de grupo.
🔷Gelal ou Tambor Beduíno: Um instrumento de percussão usado em alguns estilos beduínos (como a canção beduína de Oran ou a canção da estepe) para intensificar a energia e o ritmo.
🔷Gelal ou Tambor Beduíno: Um instrumento de percussão usado em alguns estilos beduínos (como a canção beduína de Oran ou a canção da estepe) para realçar a energia e o ritmo.
🔴Cobertura da mídia: Do 15º Festival de Canções e Poesia Folclórica Bedouína na Província de Tissemsilt, transmitido pela Ennahar TV.
Mohamed Rahal
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Natural de Tebessa, Argélia, é poeta, artista, letrista, pesquisador de folclore, profissional de mídia, tradutor e embaixador internacional para organizações internacionais, incluindo a União Mundial de Poesia e o César. Participou de fóruns e festivais nacionais e internacionais, incluindo o 8º Fórum Internacional de Literatura Popular . Recebeu convites internacionais para participar de eventos de poesia na Itália, Tailândia e Bolívia Também participou do campo da música popular, escrevendo as letras de 13 canções em 5 álbuns com Cheb Aziz Dziry, de Tebessa, Argélia, e um single com o artista Mohamed Amir Mubarak, de Sidi Bouzid, Tunísia 🇹🇳. Algumas das canções foram transmitidas com traduções para espanhol e italiano em estações de rádio internacionais na Argentina 🇦🇷 e Sérvia. Tem 38 traduções publicadas em todo o mundo, 50 artigos traduzidos sobre folclore para 10 idiomas e 20 estudos acadêmicos (15 nacionais e 5 árabes.

