novembro 04, 2026
O som do amor
Que dia começaremos a nos tornar neuróticos
O mar não amamenta seus filhos
Misoneísmo
A Gênese da Nova Era de Gotland (II) – Jadson Porto
Apelo poético para salvar a Terra
Preceitos – Uma crônica reflexiva de José Antonio Torres
Últimas Notícias
O som do amor Que dia começaremos a nos tornar neuróticos O mar não amamenta seus filhos Misoneísmo A Gênese da Nova Era de Gotland (II) – Jadson Porto Apelo poético para salvar a Terra Preceitos – Uma crônica reflexiva de José Antonio Torres

Antônio Fernandes do Rêgo: 'Mar à Vista'

image_print
Antônio Fernandes do Rêgo

Mar à Vista

Mô, vamos ver o mar!

Antes que chegue o amanhã,

Antes que venham as cãs,

As gaivotas estão lá.

 

Em parapentes voar

Suspensos nossos sonhos,

Ao sol dos dias risonhos,

Jogando as pernas pro ar.

 

Mô, vamos ver o mar!

Nós de emoções corados,

Sem nós, sem cadeados,

E do afã nos libertar.

 

Seremos ali, decerto,

Mais um tenro casal

Amantes da vida real,

A fitar o mar aberto.

 

Namorados solitários

Tendo à frente o atalaia,

O fanal aquém da praia,

Sem vê horas, sem calendários.

 

Mô, vamos ver o mar!

Traga o teu o talismã,

Lá, dizem que há Iansã

E Princesa de Aiocá.

 

Insista! Há que sonhar,

Fazer nossos segundos,

Lá fora é tão belo o mundo,

Jogue os problemas pro ar.

 

Mô, vamos ver o mar!

Viver cada minuto

No nosso poema enxuto,

As gaivotas estão lá.

 

Antônio Fernandes do Rêgo

aferego@yahoo.com.br

 

 

Sergio Diniz da Costa
Últimos posts por Sergio Diniz da Costa (exibir todos)
PHP Code Snippets Powered By : XYZScripts.com
Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial
Acessar o conteúdo