
Reagindo ao conflito
A abordagem adequada em relação ao conflito pode ser transformadora de relações, ou seja, a forma como se lida com tais situações deve impulsionar o amadurecimento emocional e, consequentemente, o relacional. Mas como conseguir tal proeza?
O autoconhecimento é o primeiro passo: é preciso perceber que sentimentos aquele conflito gera, para, com tal identificação, buscar mecanismos que possibilitem que sejam trabalhados interna e externamente.
Socialmente, somos ‘bombardeados’ com ideias e máximas equivocadas, que ignoram o conflito ou o potencializa: medidas, atitudes e reações extremas, que não favorecem a solução, gerando desequilíbrios graves para convivência e rupturas desnecessárias.
O exercício do respeito mútuo às diferenças exige aprendizagem. Sim, é preciso aprender a conviver. Não vivemos isolados e, mesmo que se consiga morar em ambientes de maior controle comportamental, como em condomínios, o contato com o outro é inevitável. Estamos expostos e não há como negar tal situação. E, quanto mais pessoas envolvidas, maior o ‘risco’ e a possibilidade de conflito.
Neste contexto, como reagir e perceber o conflito numa perspectiva positiva? A busca da despolarização indica o início da abertura para o diálogo, que exige, sempre, a reciprocidade.
Significa que as ‘partes’ não devem ser vistas como antagônicas, em polos distintos (uma está certa e a outra, errada), mas como pessoas, que mesmo diante das diferenças, descobrem pontos em comum, que favoreçam a convivência, buscando ação e reação colaborativas e cooperativas, evitando a competição e a exclusão/aniquilação daquele que pensa e/ou age diferente.
Sob a perspectiva positiva, os envolvidos se preparam para a solução, focados na questão pontual do conflito e não nas suas espirais negativas, ou seja, a questão é tratada sob a visão das possibilidades e necessidades de cada um, nos ganhos mútuos e não nos exclusivamente individuais.
A mudança comportamental não é linear, tampouco rápida: exige-se repetição de falas, análises e ação. É preciso ensinar que há opções válidas, seguras e eficientes para se resolver um conflito, sem confronto e sem violência. A escolha parece ser individual, mas tem que ser coletiva e, sobre isso conversaremos na próxima. Vamos em frente!
Adriana Rocha
adriana@lexmediare.com.br
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Advogada (formada pela FADI Sorocaba/1997). Pós-graduada em Educação à distância (LANTE/UFF). Escritora (21 livros publicados). Colaboradora e Organizadora do Coletivo FLAUS – Feira Literária de Autores Sorocabanos. Facilitadora do Grupo de Trabalho das Câmaras Privadas da Comissão Especial de Soluções Consensuais de Conflitos da OAB/SP (02 triênios). Palestrante. Instrutora em Mediação Judicial pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Mediadora judicial (capacitada pela Escola Paulista de Magistratura) atuante nos CEJUSC’s de Caçapava, Capão Bonito e Itapetininga/SP. Mediadora privada (comunitária,escolar, empresarial, familiar,etc), supervisora, tutora e instrutora na LEXMEDIARE Ltda desde 2008. Mediadora especializada em Superendividamento. Presidenta da Comissão de Mediação da OAB de Itapetininga/SP (03 triênios). Desenvolve diversos projetos na área de mediação (Fale, Criança!, Fôlego, Lexcafé, Lexpublica, Telemedianças, dentre outros). Facilitadora em Justiça Restaurativa e Círculos de Diálogos (Núcleo de JR de Itapetininga/SP). Integrante da Comissão de Justiça Restaurativa e de Direito Sistêmico da 43ª Subseção da OAB de Itapetininga/SP.

