Pietro Costa: Poema ‘Soturno’


Troquei a noite pelo dia
A água pela tequila
O sono pela fadiga
A inocência pela malícia
A solidão pelas más companhias
O Capitão América pelo Coringa
O carteado pela alquimia
O Às pela Rainha
A Jean Grey pela Vampira
A calmaria deu lugar à taquicardia
O comedimento à ousadia
A autoajuda deu lugar à filosofia
A disciplina à fantasia
A novela deu lugar à ficção científica
Automóveis deram lugar a discos alienígenas
A Terra eu troquei por Saturno
O mocassim pelo coturno
A metrópole pelo subúrbio
O consenso pelo distúrbio
O bom senso pelo tumulto
A obviedade pelo oculto
Flexões por “halterocopismos”
O pudor pelo nudismo
Apolo por Dioniso
A cevada maltada pela levedura do vinho
Silogismos por aforismos
Entendimentos por antagonismos
Pietro Costa
Contatos com o autor
- Atenção, verbonautas e barcófilos!!! - 23 de abril de 2026
- A fenomenologia do polegar em queda - 15 de abril de 2026
- A seiva verdadeira - 31 de março de 2026

Natural de Brasília (DF), é escritor, poeta e Assessor Jurídico de 2ª Instância do MPU (PGJM). Autor de 11 livros, ganhou projeção internacional com O Barco e o Verbo: 10 Anos de Travessia Literária, lançado na London Book Fair 2026, onde recebeu o título Royal Writer of the Year. Seu livro Requintes de Sensibilidade (2025) foi lançado no Salão do Livro de Genebra 2026, ampliando o alcance de sua poesia no cenário europeu. Vencedor do Troféu Clarice Lispector 2024 (SolRidente) e do 1º Concurso Mágico de Oz 2025 (A Matemática da Presença), integrou a delegação brasileira no Festival Internacional de Poesia de Bucareste (2025). Professor de Escrita Criativa, Idealizador e Facilitador do LabVerso: Núcleo de Poéticas Experimentais e Mentoria Literária de Alta Formação, Doutor Honoris Causa Mult., soma mais de 400 participações em coletâneas literárias.

