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Na era da tecnologia: seres humanos em amadurecimento’

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Elaine dos Santos
‘Na era da tecnologia: seres humanos em amadurecimento’

Elaine dos Santos
Elaine dos Santos
Imagem criada por IA do Bing - 17 de junho de 2025, às 09:19 PM
Imagem criada por IA do Bing – 17 de junho de 2025, às 09:19 PM

Integro a geração ‘baby-boomer‘, nasci em 1964, devo reconhecer, assim, que o computador e a internet somente ingressaram na minha vida no final do século XX, entre 1999 e 2001.

Durante o mestrado, cursado justamente entre 1999 e 2001, um dos professores enviava-nos e-meios, íamos ao Centro de Processamento de Dados (CPD) da universidade, o material era copiado para um disquete, que era aberto em casa para que tivéssemos conhecimento do conteúdo.

Nos dias posteriores, com as tarefas resolvidas, geralmente, um sem-número de leituras – fiz mestrado em Literatura Brasileira -, regressávamos ao CPD para enviar a resposta, via e-meio.

Com o passar dos anos e o desenvolvimento das atividades profissionais, tornei-me, como costumo brincar, “rato de internet”, não há o que eu não leia, com o computador devidamente configurado para línguas estrangeiras de meu interesse.

Devo acrescer que, quando criança, as nossas pesquisas escolares eram feitas na biblioteca da própria escola, muito singela, e na famosa Enciclopédia Barsa, que o delegado de polícia emprestava para a meninada.

Para muitos idosos, não há como negar que o ritmo acelerado das inovações tecnológicas criou uma barreira que os impede de acompanhar as mudanças, dificultando a inserção digital.

Devo admitir que eu, por exemplo, detesto ‘smartphones’ e não oporia resistência se abolissem os inadequados e invasivos aplicativos de mensagem. Tudo bem, eu sou revisora de textos e preciso de concentração para trabalhar!!

Causou-me surpresa, no entanto, dias atrás, ao conversar com senhoras entre 80 e 90 anos, trocando ideias sobre o uso da inteligência artificial e as diferentes formas de uso que têm experimentado. Deduzi que há casos e casos. Se alguns enfrentam dificuldades para manusear aplicativos de banco, por exemplo, outros estão bem além.

Embora seja um tanto refratária aos aplicativos de mensagem, é forçoso reconhecer que eles evitam o isolamento social, o que, por outro lado, é uma marca da velhice, quando os filhos, os netos têm outros afazeres e a solidão se instala.

De minha parte, que não tenho filhos e netos, acostumei-me, desde muito cedo, com o benefício da leitura – além disso, sou revisora de textos e a leitura configura-se como um aprendizado diário.

A tecnologia novamente insere-se como um aparato importante. Para a revisão de textos, recebo-os via e-mail, reviso-os diante de um computador e, para divulgar o meu trabalho, faço uso de redes sociais. Sei que muitas pessoas optam pela leitura de obras literárias por intermédio de ‘e-books’, o que pode facilitar-lhes em função da capacidade visual (ou não).

Alternativa interessante apresentou-me uma agente de saúde: a mescla de um grupo de leitura ou uma roda de conversa, em que aqueles com maior facilidade para ler façam a leitura de um pequeno texto, que seja o desencadeador de uma conversa, de lembranças, de histórias.

Afinal, velhice não é apagamento, não é invisibilidade, mas um processo da vida em que a maioria dos que envelhecem têm experiências, histórias para socializar.


Profa. Dra. Elaine dos Santos

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2 thoughts on “Na era da tecnologia: seres humanos em amadurecimento’

  1. Elaine, particularmente, encontro dificuldade com as novas tecnologias. Porém, uma, em especial, tem trazido para o Jornal ROL um ganho visual extraordinário: a IA!

    Os textos dos colunistas, ilustrados com imagens criadas por IA, recebem muitos elogios, a começar pelos próprios colunistas. E, de fato, tornam os textos muito mais atrativos. Afinal de contas, estamos numa época em que o apelo visual tem alcançado um nível elevadíssimo ao gosto dos leitores/espectadores.

  2. Sergio, agora a pouco, eu conversava com um ex-aluno de ensino médio e dizia para ele que, em se tratando de aplicativos de mensagens, eu sou um Tiranossauro Rex: se não responder a mensagem imediatamente, costumo esquecê-la por semanas. Neste ponto, ainda sou adepta do e-mail, ele fica organizadinho na minha frente em uma relativa ordem.

    Para quem pretende se manter “na ativa”, é preciso um certo grau de atualização. Eu confesso que gosto de várias possibilidades que a tecnologia oferece e a IA tem se apresentado com uma possibilidade gigantesca a ser explorada.

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