Eu passo só
Eu passo só, vento mudou de sentido, grama tornou- se descorada. eu, esmeralda- vertigem- brilho, sigo, Pássaro se esconde dorme atrás do horizonte, homem…
Eu passo só, vento mudou de sentido, grama tornou- se descorada. eu, esmeralda- vertigem- brilho, sigo, Pássaro se esconde dorme atrás do horizonte, homem…
Gruta que abrigou apaixonados fugindo a convenções e ditos no idílico de corações contritos que afagam mechas lábios cachos, fenda em suas calcárias paredes…
antes de amar-te eram estrelas sumidas em repartidos céus onde não constelavas antes de amar-te rios de águas parcas esmaecidas pelas solitárias cheias …
Poema ‘Deságue’, de Ella Dominici: “depois de amar-te minhas mãos te acham cheias de dons da vida que em ti existem”
Amanhã sei que tudo será ontem, futuro não se vive, mas se inventa em movimentos à liberdade. Ela será pequena, do tamanho que minha alma necessita, simples…
Como eu sei que é uma cotovia que me canta à janela nas manhãs de sentinela… graças à beleza de seu canto proverbial, a cotovia… O pássaro pontual me habita…
Em fragmentos de mim eu conto decepções rasgos despedidas
peças de encaixe perdidas desmonto entremeio de rendas, vazados deixados tempo as ruiu abrindo frestas