O ébrio
Sozinho na penumbra da madrugada fria, o homem embriagado e angustiado aceita seu destino silencioso, deixando o tempo cuidar de sua dor.
Sozinho na penumbra da madrugada fria, o homem embriagado e angustiado aceita seu destino silencioso, deixando o tempo cuidar de sua dor.
De janela aberta em plena madrugada, ouço a chuva amena que me traz recordações: recordações de hoje, de ontem, da infância, do ventre materno, de outras…
Saber o que se quer primeiro é melhor do que se desprender. Caçar, é muito mais
que ir devagar. Pescar, os barcos andam com vontade de correr, eu os vejo…
Amor é chama oculta em madrugada, um sopro que queima e não se vê, é dor serena, doce e disfarçada, ferida aberta que insiste em viver. É ter no peito a paz…
No luar da madrugada, a dançar, segredos se movem em doce compasso. A brisa ao amanhecer faz despertar, promessas sussurram em suave abraço. O Sol desponta…
Uma hora da madrugada – isto são horas de ficar filosofando? De ficar querendo saber o porquê das coisas? De ficar supondo sobre o que jamais, de fato, saberei?
Amanhã sei que tudo será ontem, futuro não se vive, mas se inventa em movimentos à liberdade. Ela será pequena, do tamanho que minha alma necessita, simples…