Sergio Diniz da Costa: Poema ‘Divagações’


De janela aberta
Em plena madrugada,
Ouço a chuva amena
Que me traz recordações:
Recordações de hoje
De ontem
Da infância
Do ventre materno
De outras vidas.
São tantas e tão confusas
Que já não sei
Se são minhas só;
Ora sou um menino,
A correr descalço
Pelas ruas da infância;
Ora sou um romano
Das conquistas galenas;
Ora sou um velho
Curvado sobre o cajado,
Contando aventuras
Que já viveu;
Ora sou um animal selvagem
A dominar seu reino;
Ora sou um penhasco
Avançado sobre o mar;
Ora sou o próprio mar,
A multiplicar mil vidas.
Pelos três reinos me vejo passar:
Como uma semente,
Uma flor,
Um cetáceo;
Como um menino,
Um homem,
Um deus.
Como uma chama a iluminar
A noite que se acabou!
Sergio Diniz da Costa
- Peregrinação - 6 de julho de 2026
- João Batista Alvarenga - 29 de junho de 2026
- Da Itália ao Jornal ROL, Elisa Mascia! - 25 de junho de 2026
Natural de Sorocaba (SP), é escritor, poeta e Editor-Chefe do Jornal Cultural ROL. Acadêmico Benemérito e Efetivo da FEBACLA; membro fundador da Academia de Letras de São Pedro da Aldeia – ALSPA; Acadêmico Imortal Fundador da Académie Léon-Gontran Damas des Lettres et Arts de la Guyane française; Fundador Imortal del Núcleo de Artes, Ciências e Letras de Assunção|Paraguai e membro da Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB. Autor de 8 livros. Jurado de concursos literários. Recebeu, dentre vários titulos: pelo Supremo Consistório Internacional dos Embaixadores da Paz, Embaixador da Paz e Medalha Guardião da Paz e da Justiça; pela Real Ordem dos Cavaleiros Sarmathianos, Benfeitor das Ciências, Letras e Artes; pela FEBACLA: Comenda Baluarte da Literatura Nacional; pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos, Dr. h. c. mult.; Pela Academia de Letras de São Pedro da Aldeia, o Título Honra Acadêmica, pela categoria Cultura Nacional e Belas Artes.


Sergio. Seu poema é uma obra de arte. Não tenho palavras que demonstrem sua grandeza. Parabéns, amigo. Seu talento é incomparável. ❤️👏👏👏👏👏👏👏
Um mega gratíssimo por suas palavreas, Verônica!
Como é bom saber que o que escrevemos toca o coração e a alma de quem o lê!
Meu nobre amigo e irmão Sérgio Diniz, seu poema me deixou em êxtase, tanto pela beleza quanto pela profundidade.
Quantos caminhos embutidos em suas palavras e que nos são vedados pelo véu do esquecimento temporário.
Parabéns!
Um mega gratíssimo pelo seu comentário, meu fraterníssimo amigo JAT!
Esse poema faz parte da minha primeira fase poética, quando ainda adolescente, quando, então, apesar de escrever poemas bem mais lognos do que escrevo atualmente, penso que eu era mais espontâneo.
Este é, sem dúvida, um belo poema!
Gtatíssimo pelo comentário, meu queridíssimo irmão de Além-Mar!