setembro 25, 2026
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Cláudia Lundgren: 'No outono do meu ser'

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Claudia Lundgren

No outono do meu ser

Como folha seca voando ao vento,
feito um galho pelado a tremer,
tal qual as noites frias de abril,
assim sou eu, no outono do meu ser

Isolada; os pensamentos, minha companhia.
No outono do meu ser, frios dias.
Entre cafés e livros, a solidão afugento.
Inseparáveis, unha e carne, eu e a poesia.

O branco dos meus olhos, minha íris tão azul,
assemelha-se ao límpido céu, quase sem nuvens;
a textura da minha tez, sequidão,
lembra, em tudo, a meia estação.

No outono amarelado do meu ser,
minhas rígidas e frígidas palavras,
sentimento e calor ganham na pena
e nas linhas do papel são derramadas.

Claudia Lundgren

tiaclaudia05@gmail.com

 

 

 

 

 

 

Claudia Lundgren
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