
Ansiedade e expectativas
As pessoas pensam que correm contra o tempo e que os anos estão passando mais rápidos e que agora no mesmo espaço de tempo não conseguem fazer o que faziam há alguns anos atrás. É a famosa corrida contra o relógio e isto gera expectativas, mas se esquecem de que, com o aumento do volume populacional, consequentemente tudo tornou-se mais complexo, pois este gera mudanças a todo instante em todos os outros âmbitos da sociedade.
Já não vivemos mais nas décadas dos pacatos bondes que desfilavam vagarosamente em horário inglês pela cidade e a gentileza dos cavaleiros com seus chapéus, sobretudo e bengalas, dando lugar às damas; hoje, o individualismo impera, pois é um salve-se quem puder numa enorme desafabilidade, pois o desrespeito aos idosos, às grávidas e aos diferentes casos de deficiência torna-se iminente.
As estatísticas mostram que a cada dia a superlotação aumenta e há a necessidade de ampliar os diversificados meios de locomoção e os engarrafamentos surgem.
Os espaços públicos suprimiram e até a natureza selvagem foi devastada e ocupada pelos chamados turistas. A bela orla tranquila foi invadida pelos exploradores dos seus bel-prazeres.
Um fator crítico e gritante é a autoproteção, devido aos índices de vandalismo que geram a depredação da sociedade e o medo é aflorado pelo óbvio. Daí, surgem os direitos listados em decretos judiciais e que na prática não são absorvidos e sim, tornam-se monturos em um arquivo morto.
O ser humano nasceu para ser livre, mas na realidade esta prática é abortada desde a concepção. E o que vemos hoje são os problemas sociais, tais como saúde, educação e segurança crescendo como claras em neve e a solução não chega e a máquina governamental apresenta-se, na maioria das vezes, indiferente, por encontrar-se alienada.
A raça humana vive sobre o foco da ansiedade e isto libera doenças como trampolins, pois a cada dia surgem novos vírus e bactérias que amedrontam a sociedade como vampiros e os pesquisadores buscam, desesperadamente, a cura.
Não adianta mascarar a ideia de que o planeta está sadio, porque é uma inverdade e o homem vive abraçado à pressão da ansiedade e, muitas vezes, o terror o assombra e gera a depressão.
O planeta merecia um tempo de repouso para absorver o oxigênio do bem e expurgar o gás carbônico da sociedade que a cada dia assassina aos poucos.
É preciso uma profunda reflexão para que a consciência humana se liberte
Autora: Poetisa Sandra Albuquerque
Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 2020
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Natural de Duque de Caxias (RJ). Professora, escritora e poetisa. Acadêmica Benemérita e Efetiva da FEBACLA, da qual recebeu, dentre outras honrarias, Comendadora Guanabara, Dra. h. c. em Literatura, Direitos Sociais e Humanitários e Comunicação, Acadêmica Correspondente e Internacional, Grande Prêmio Internacional de Literatura Machado de Assis, Comenda Príncipe dos Poetas, em homenagem ao escritor Olavo Bilac e Comenda Imperador Dom Pedro ll. Pela Real Ordem dos Cavaleiros Sarmatianos, o título Benfeitora das Ciências, Letras e Artes; Título da Real Ordem dos Cavaleiros e Damas do Rei Ramiro Il de Leão; Embaixadora da Paz e Comendadora da Justiça de Paz; pela Organização Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos -OMDDH, Comenda lnternacional Diplomata Rui Barbosa- ‘O Águia de Haia’. Membro da Academia Caxambuense de Letras-ACL e da Academia Internacional de Literatura e Artes Poetas Além do Tempo. Colunista do Jornal Cultural ROL. Coautora em várias Antologias, dentre elas, Florbela ll , Rasgando a Mordaça, Collectânea Sonata Poética da Liberdade, Semeando Versos e Sarau Integração Cultural pela ACL. Participação na V FLAVIR e Destaque Social Personalidade 2020 e 2021.

