junho 25, 2024
Darwinismo morto
Divertidamente
O ‘São João’ de minha infância
Curso de Teatro Pandora
Museu da Língua Portuguesa
Rosas desérticas
Convidada
Últimas Notícias
Darwinismo morto Divertidamente O ‘São João’ de minha infância Curso de Teatro Pandora Museu da Língua Portuguesa Rosas desérticas Convidada

Exposição ‘Nos braços do violeiro’.

Print Friendly, PDF & Email

Exposição que reúne música caipira, história em quadrinhos e arte contemporânea circulará por cidades do Estado de SP

Imagem da Exposição 'Nos Braços do Violeiro'
Estreia da Exposição ‘Nos braços do violeiro’

Contemplada pelo ProAC, produção de Yuri Garfunkel com curadoria de João Carlos Villela promove ao público a oportunidade de mergulhar no universo criativo da HQ A Viola Encarnada.

Considerada um dos ícones da música popular brasileira, a viola caipira é retratada na exposição multidisciplinar “Nos Braços do Violeiro” que ficará em cartaz até dia 20/04, em Bragança Paulista, e depois circulará por 5 cidades do Estado de São Paulo: São José dos Campos (de 27/04 a 25/05); Botucatu e Pardinho (01/06 a 10/08); São Luís Paraitinga (31/08 a 21/09) e Campinas (28/09 a 20/10).

Com curadoria de João Carlos Villela, a mostra é sobre “A Viola Encarnada: Moda de Viola em Quadrinhos”, um romance gráfico inspirado em mais de 80 canções do repertório caipira, com roteiro e artes visuais do desenhista, músico e educador Yuri Garfunkel.

A estreia da exposição gratuita “Nos Braços do Violeiro” foi no último sábado(24/02), na Casa Lebre, em Bragança Paulista, com a presença dos idealizadores, Yuri Garfunkel e João Carlos Villela; roda de viola com o músico Lula Fidalgo e participação das violeiras Mel Moraes, Ruth Rubbo, Marina Ebbecke, o violonista Rafael Schimidt e o violeiro Gabriel Souza, além do Duo Música de Interior com Aniela Rovani e Rafael Cardoso.

Foi uma verdadeira festa para celebrar a cultura caipira, a viola, a arte contemporânea.

De acordo com Yuri Garfunkel, a vontade inicial da Viola Encarnada era traduzir o universo da música caipira para a linguagem dos quadrinhos e das artes visuais.

. “Criar um ponto de vista pra diálogos contemporâneos com a nossa cultura. A estreia da exposição concretizou essa vontade.

Foi um grande encontro de pessoas interessadas em participar desse diálogo e um primeiro passo muito especial pra circulação que faremos durante esse ano”, declara Garfunkel.

Próximo evento

No próximo dia 23/03, a partir das 17h, os idealizadores da exposição ‘Nos Braços do Violeiro’ promoverão uma roda de prosa sobre os processos de criação e curadoria, e exibirão o curta-metragem “Xangri-lá – A história de Quinzinho Vilela” (BRA | 2020 | Doc | 12 min), dirigido por Mário de Almeida, da Maravilha Filmes.

Quinzinho Viola é um poeta e violeiro de São Francisco Xavier, no interior do estado de São Paulo.

Criado na zona urbana de Caçapava, sempre procurou estar em contato com a sua identidade caipira, a natureza e as coisas simples.

Com cenas documentais e ilustrações animadas feitas por Yuri, que também compôs a trilha sonora, o curta-metragem narra a história de migração de Quinzinho em busca de seu ideal de vida. A entrada é gratuita. O evento seguirá com uma roda de viola.

Interação do público

Na exposição interativa “Nos Braços do Violeiro” ,o público terá a oportunidade de apreciar as páginas originais da HQ premiada pelo ProAC 2019, com introdução escrita pelo violeiro, professor e pesquisador Ivan Vilela e indicada ao prêmio HQ MIX na categoria Melhor Adaptação em 2020.

Umas das propostas da mostra, contemplada pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) Circulação, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado, é promover a interação do público com os processos criativos do artista.

Desta forma, além do contato com os originais da obra e seus esboços originais, o visitante da exposição “Nos Braços do Violeiro” terá acesso à viola física que foi inspirada na viola vermelha de Tião Carreiro e encomendada ao Luiz Armando da luthieria Trevo, exclusivamente para este projeto.

Inspirado nesse universo, o público também poderá montar sua própria história em um painel com imãs das imagens da HQ.

Oportunidade para soltar a criatividade e fazer parte da mostra.

Para propiciar uma imersão na HQ como um todo, a exposição disponibiliza áudios das mais de 80 músicas do repertório caipira.

O material possui recursos de acessibilidade como audiodescrição, textos em braile e em alguns dos encontros promovidos com o público, como rodas de viola e bate-papo, terão tradução em Libras. (Confira a programação abaixo).

Por ser uma exposição multidisciplinar sobre um instrumento singular que marca a nossa história musical, um dos objetivos dos idealizadores é compartilhar o conteúdo com um público diverso, inclusive estudantes, universitários e grupos de idosos e outros interessados.

“Essa é uma exposição que mescla Arte Contemporânea, História em Quadrinhos e Música Caipira, por isso a intenção em cada uma das 6 cidades por onde passaremos é dialogar, trocar e aprender com os agentes locais de cada um desses campos”, explica João Carlos Villela.

“A Viola Encarnada”

Em suas páginas, a obra “A Viola Encarnada’ conduz o leitor para uma viagem sonora afinada e cheia de história, a partir de uma viola avermelhada nas mãos de um violeiro e de um vaqueiro, numa jornada que percorre os sertões até chegar na cidade grande, testemunhando a história da música caipira desde suas origens rurais.

Yuri Garfunkel detalha que a ideia da HQ se formou ao longo de muitos anos ouvindo música caipira.

De modo geral, e no gênero Moda de Viola principalmente, ele explica que as canções descrevem narrativas tão intensas que muitas músicas inspiraram filmes.

“Mas até agora não conheço outra graphic novel feita a partir desse repertório. Entendi que era um trabalho que poucos poderiam pôr em prática, e mergulhei de cabeça. No final de 2017 eu já tinha clara a estrutura do roteiro, fui a uma palestra do Ivan Vilela e me apresentei a ele que se interessou imediatamente pelo projeto e começamos a trabalhar”, relembra.

Garfunkel conta que Vilela sugeriu uma que a história fosse além dos temas mais faroeste previstos inicialmente, com muito boi e bala.

“Ampliamos o roteiro com a origem da viola, derivada de instrumentos mouros e vinda ao Brasil com as primeiras caravelas portuguesas, e com a construção da Viola Encarnada, protagonista da história.

Para isso, busquei ajuda do Luiz Armando da luthieria Trevo, que construiu efetivamente a viola em um mês!

O Ivan também sugeriu outro desfecho para a HQ, que termina na cidade grande, completando todo o trajeto percorrido pela música caipira”, comenta Garfunkel.

Programação

Em Bragança Paulista a exposição ficará até o dia 20/04 na Casa Lebre e poderá ser visitada de terça a sexta, das 14 às 18h.

Depois seguirá para o Museu do Folclore, em São José dos Campos (de 27/04 a 25/05); MAGMA (Museu Aberto de Geociências, Mineralogia e Astronomia), em Botucatu e Centro Max Feffer, em Pardinho (01/06 a 10/08); Instituto Elpídio dos Santos, em São Luís Paraitinga (31/08 a 21/09) e Centro Cultural Casarão, em Campinas (28/09 a 20/10).

Os idealizadores contam que a proposta de montar a exposição surgiu durante a pandemia de COVID-19.

Em outubro de 2021, “Nos Braços do Violeiro” foi apresentada na A7MA Galeria, na Vila Madalena, em São Paulo, com a realização de bate-papo com o curador e convidados como Xênia França, Lucas Cirillo, Shell Osmo e Renato Shimmi e roda de viola com a participação da cantora e violeira Adriana Farias e dos violeiros Gerson Curió e Inimar dos Reis.

Em junho de 2022, integrou a Mostra ‘No Braço da Viola’ no Teatro do Sesc Rio Preto.

Na ocasião, Yuri Garfunkel apresentou-se ao lado de grandes nomes da viola contemporânea e ministrou oficinas de criação de HQ a partir de modas de viola.

Os idealizadores

Yuri Garfunkel: Artista visual, músico e educador: Autor dos romances gráficos A Viola Encarnada: modas de viola em quadrinhos, indicado ao prêmio HQMIX 2020 na categoria Melhor Adaptação, e A Outra Anita, sobre a trajetória da pintora Anita Malfatti, lançada em 2022 para o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922.

Criador do Sopa Art Br, estúdio de artes visuais, ilustração e design, com mais de 10 anos de experiência em comunicação visual ligada à cultura.

Desenvolve seu trabalho a partir de pesquisas na união de linguagens artísticas, relacionando HQs com arte urbana, música e educação.

Com quatro exposições criadas nesse conceito, circulou por galerias como Coletivo, Matilha Cultural e A7MA, parques e estações do Metrô de São Paulo, e expôs na Argentina, Itália e Espanha.

Como músico, Yuri integra desde 2008 o grupo instrumental Kaoll, com o qual gravou 3 álbuns, realizou mais de 300 apresentações pelo Brasil e uma turnê europeia em 2014.

Em 2015 Yuri passou a integrar o grupo Pequeno Sertão de música caipira autoral, com quem lançou dois álbuns, em 2016 e 2021.

Como educador, Yuri cria e ministra cursos e oficinas de desenho e criação artística com propostas adequadas para diferentes públicos, de crianças e terceira idade à profissionalização, com circulação no Estado de São Paulo pela rede do Sistema S e centros culturais.

João Carlos Villela: Curador, art advisor e produtor: Atua há 12 anos no mercado de arte tendo trabalhado como produtor e diretor de vendas em galerias de arte contemporânea do mercado primário.

Como produtor, foi responsável por mais de 30 exposições, em galerias e espaços institucionais como o Centro Universitário Maria Antônia e o Instituto Tomie Ohtake.

Entre as exposições que produziu estão as de artistas como, Ana Prata, Claudio Mubarac, Elisa Bracher, Fabio Miguez, Oswaldo Goeldi, Paulo Monteiro e Sergio Lucena. Como pesquisador na Art Options, escritório de consultoria de arte, foi responsável pela aquisição de artistas para coleções privadas e para a coleção corporativa do escritório.

Desde 2016, como art advisor e curador independente, assessora colecionadores privados e artistas em desenvolvimento de carreira.

Curou a exposição coletiva Campo para o Exercício da Liberdade na FUNARTE-SP em 2018, a exposição individual do artista Lumumba no Matilha Cultural em 2018, a exposição Los Silencios sobre o filme homônimo da cineasta Beatriz Seigner no Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca em 2019, e a exposição Nos Braços do Violeiro com obras de Yuri Garfunkel em 2021 na A7MA Galeria e em 2022 no Sesc-Rio Preto.

Dirigiu e produziu em 2021 os shows Ao Vivo da Mooca e In Goma, do trio instrumental A Timeline, ambos com o respectivo patrocínio e apoio do ProAC SP e do Teatro Arthur Azevedo.

Ficha Técnica ‘Nos Braços do Violeiro’:

-Yuri Garfunkel: Artista expositor, músico, coordenação geral

  • João Carlos Villela: Curadoria e Produção Artística
  • Cris Rangel: Produção Executiva
  • Lula Fidalgo: Técnico de montagem e direção musical
  • Ellen B. Fernandes: Assessoria de Imprensa
  • Mário de Almeida: Registro Audiovisual
  • Rodrigo Camargo: Consultoria Jurídica

Contato: garfunkelyuri@gmail.com // @yurisopa // facebook.com/yuri.sopa

SERVIÇO

Exposição “Nos Braços do Violeiro”
Data: Até 20/04/2024
Horário: De terça a sexta, das 14 às 18h
Local: Casa Lebre (R. Nícola Ortenzi, 104), em Bragança Paulista
Informações: garfunkelyuri@gmail.com
Entrada gratuita 


Voltar: jornalrol.com.br/

Facebook: https://facebook.com/JCulturalRol/

Lee Oliveira
Últimos posts por Lee Oliveira (exibir todos)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial
Pular para o conteúdo