Eliana Hoenhe Pereira: Poema ‘Efêmera beleza’


às 11:54 AM
Efêmera beleza
Ah, estação das flores!
Enfeito-me com as suas cores.
Encho-me de querer e viver.
Verão de Sol ardente,
Corpos ‘calientes’,
Cheiro de mar,
E estrelas a brilhar
Instiga a sensualidade
e a liberdade.
Outono, do meu coração é o dono.
Ouço o rumor dos ventos
que me traz alento.
As folhas das árvores se renovam,
Caem e pelas ruas se arrastam
Amareladas , avermelhadas
e com cheiro de madeira molhada.
“Alçar voo e a vida brindar”
Efêmera beleza
Tal qual a flor de cerejeira.
O inverno chega de mansinho,
Com gosto de vinho.
Sugere abrigar em seus abraços
E amanhecer ao seu lado.
As estações ensinam-nos
a cultivar o desprendimento
E seguir com renovamento.
Eliana Hoenhe Pereira
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Natural de Nilópolis (RJ), reside em Cruzeiro/SP. Pós-graduada em Psicopedagogia, Terapia familiar. Trabalhou como psicóloga do CEMTE (Centro Educacional Municipal Terapêutico Especializado) Madre Cecília de Taubaté. Atuou como Psicóloga, coordenadora do núcleo ‘Autismo’ e, nesse universo, participou de vários cursos e congressos. Responsável técnica da clínica ‘Performance’; Escritora, poetisa e contista da ALAC (Academia de Letras e Artes de Cruzeiro). Autora dos livros: O peixinho X Editora Scortecci, 1989); Flora por que comigo? e Em paz com o passado. Projeto: Escritoras Revisionistas, representantes do Vale do Paraíba e região nos eventos literários. Tendo participado da Feira de São Bento do Sapucaí, Passa Quatro, Cruzeiro, Cachoeira Paulista e Resende. Defende a Causa no Combate à Violência contra a Mulher. É vice-presidente do CMM (Conselho Municipal dos Direitos da Mulher) Cruzeiro – SP.

