Virgínia Assunção: Poema ‘Crepúsculo do amor’


No entardecer da nossa história
Quando o Sol já não ilumina mais,
Os nossos belos dias de resplendor
Dissolvem-se em sombras, sem paz.
Foi um lindo amor juvenil
Cheio de promessas a florir,
Mas o tempo, como o vento, leva
Os sonhos como poeira a esvair.
O calor dos abraços já esfriou,
E o riso, que antes nos fazia gargalhar,
Hoje é um vestígio da alegria que se foi
Uma dor na carne rasgando, a queimar.
Os olhares que antes brilhavam
Tornaram-se nuvens a vagar,
E os laços que nos uniram um dia
Desfazem-se como borbulhas no ar.
Não é culpa, nem falha de ninguém,
O tempo tem suas formas de ensinar:
Que mesmo o mais belo dos amores
Pode um dia, de repente, findar.
Guardaremos as memórias com ternura,
Como quem guarda tesouros escondidos,
Seguindo nossos caminhos separados,
Pelas incompatibilidades, vencidos.
Virgínia Assunção
Maria Virgínia de Assunção Feitosa Gomes. Nome literário: Virgínia Assunção. Licenciada em Pedagogia, Letras e Jornalista; Poeta e escritora. Membro do Movimento Cultural Antônio Garcia Filho, da Academia Sergipana de Letras; presidente da AFLAS – Academia Feminina de Letras e Artes de Sergipe; membro da AJEB-SE, Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil; membro da AFRASE, Associação Francófona de Sergipe; membro correspondente da FEBACLA, Federação Brasileira dos Acadêmicos em Ciências, Letras e Artes.


Seu poema, Virgínia, expressa, infelizmente, o fim de quase todos os casais. A rotina diária, em particular, é uma das grandes causas erosivas dessa situação.
MUITO NOM