Clayton Alexandre Zocarato: ‘Falanges de hipocrisia’


às 15:39 PM
No primeiro dia, começou o teatro
Cumprimentos e acenos
Abraços e beijos
Sendo sagas
Da estupidez em disseminar
Que a bondade é recíproca
Estando em todos os lugares
No segundo dia
Tudo volta ao normal
Um festival hipócrita
De falas escandalosas
Sobre a vida alheia
Nas falanges em se desejar
O bem-estar
É produzido um mal-estar de amargar
No terceiro dia, berros e tormentos
A mediocridade fala mais alto
E o senso comum reina fortemente
O lúdico se torna uma piada
No quarto dia a contagem regressiva
Em chantagens possessivas
Logo virá o descanso
Acompanhado por algumas tarjas pretas
Sobrepostos na mobília velha
No quinto dia, a paz volta a ‘dar as caras’
Na hipocrisia de ter realizado
Algum trabalho decente no meio
Da balbúrdia juvenil plena
Dois dias de descanso
No próximo segundo dia da semana que virá
O teatro de barbaridades informativas fofoqueiras
Começa seu novo espetáculo
De indelicadezas e tristezas
Clayton Alexandre Zocarato
- O ruído e o vazio entre nós - 20 de março de 2026
- O cara encostado dormindo no semáforo - 9 de março de 2026
- O país em estado de espera - 3 de março de 2026
Naural de São Paulo, Capital, na área acadêmica possui graduação em Licenciatura em História pelo Centro Universitário Central Paulista Unicep – São Carlos (SP), graduação em Filosofia pelo Centro Universitário Claretiano – Ceuclar – Campus de São José do Rio Preto (SP), Técnico em Comércio Exterior pela Faculdades Eficaz – Coronel Fabriciano (MG) e Especialista em Medina y Arte com ênfase em Gilles Deleuze e Equizoanálise onde é também pesquisador do Centro de Medicina y Arte de Rosário Argentina. Na área social é analista político. E, na área literária, poeta, contista, compositor, ensaísta, crítico social e literário e Analista Político.

