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Essência visionária

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Ella Dominici: Poema ‘Essência visionária’

Ella Dominici
Ella Dominici
Imagem criada por IA do Bing – 21 de fevereiro de 2025,
às 5:51 AM

Tem nos olhos a febre das manhãs que não dormem,
um lume de marés que se escrevem em sargaços.
A palavra lhe nasce em sístoles de vento,
tecendo silêncios de um tempo sem nome.

Seus passos são traços no ventre da areia,
onde a escrita se esquece, mas nunca se apaga.
Carrega no peito o sal das perguntas,
nas mãos, a tinta que verte do abismo.

Ela vê o que o mundo não ousa dizer,
sente as raízes do verbo ainda cru.
O papel lhe responde em sombras e brisas,
no alfabeto de águas que dança sem rima.

Não busca verdades, colhe o que arde,
colhe a incerteza, a fresta, o presságio.
Ser poeta é saber-se eterna passagem,
caminho de Sol, de sombras e fados.

No fulgor das histórias que inventa, se inventa.
No lume da língua, seu corpo persiste.
No cristal do instante, inscreve seu nome,
feito estrela que, ao morrer, ainda brilha.

O que a define, seu tripé que se equilibra
na beira do tempo, desejo, opinião e fé
O corpo se inquieta, a alma silencia,
a mente divaga, o espírito vigia.
E quando tudo vacila, sustenta a vida,
Poeta em poesia!

Ella Dominici

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Rute Ella Dominici
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2 thoughts on “Essência visionária

  1. Ella, seus poemas me fazem imaginar uma floresta densa, repleta de mistérios, cujo acesso é para poucos aventureiros, para os quais, mais do que a coragem, imprescindível a abstração, a sensibilidade, a intimidade com o mundo onírico!

    Neste poema, em especial, no sonho as metáforas jorram em cascatas de encantamento: ventre da areia; sal das perguntas; verbo ainda cru; cristal do instante…

    Em síntese: um Banquete de Poesia!

  2. Amadíssimo editor e amigo Sérgio Diniz,
    Todo poeta se comove com palavras que nutrem e sopram as inspirações em poesia.
    Somos sementes ao vento literário…
    Gratidão

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