Natural de São Paulo (SP), é endodontista por profissão e formada no curso superior de Língua e literatura francesa. Uma profissional que optou por uma ciência da área da saúde, mas que desde a infância se mostrava questionadora e talentosa na Arte da Escrita, suscitando da parte de um mestre visionário a afirmação de ela ser uma escritora nata, que deveria valorizar o dom que recebera. Atendendo ao conselho recebido, na maturidade Ella cumpre o vaticínio e lança o primeiro livro solo de poemas (Mar Germinal), rompendo com a escrita meramente contemplativa, abraçando fragmentos, incertezas e dualidades para escancarar oportunidades a si como ao outro. Dribla o autoritário tempo, flagra mazelas psicológicas em minúsculas e múltiplas impressões exteriores e internas. É membro da AMCL – Academia Mundial de Cultura e Acadêmica Internacional da FEBACLA. Coautora de várias antologias. Publica na Revista Internacional The Bard e se inscreveu no 8º Festival de Poetas de Lisboa, participando da antologia promovida pelo evento
Ella Dominici: ‘As formas invisíveis da paz’ não é o silêncio dos bons que cala —é o medo de fazer da bondadeum gesto subversivo. a paz não é uma linha reta,mas um caminho esculpidona alma dos que ousam amarmesmo quando o mundo
Amanhã sei que tudo será ontem, futuro não se vive, mas se inventa em movimentos à liberdade. ela será pequena, do tamanho que minha alma necessita, simples…
A morada materna não tem paredes — tem pulsos. Não se entra por portas, mas por respiros. Lá, o tempo é um leite que ainda nutre, e cada ausência se amacia…
Para que serve a Arte? Nos dar breve, mas fulgurante Ilusão de camélia na brecha emocional irredutível à lógica animal. Como então nasce a Arte? Da alegria…
Quando me sinto árvore despeço-me das folhas salpicadas que não mais abrigam frutos, partem ao ventar e levam um pouco de minha alma. Segurei-te amei-te…
Cisne é solitário, em colo claro deslizando íntimo, sobre si sobram- lhe penas oleaginosas vertiginosas, apenas elas escorregadas, noturnas, desamadas. Alma…
Às vezes vejo verde azulado intenso como turquesa, tom denso petróleo cobiçado do que se trata o profundo tal abismo esverdeado riquíssimo em diversas belezas?