O triste ancião
Era uma enorme casa, daquelas feitas de sobrado, com janelões de madeira e coloridos vitrais. Era uma casa grande, dessas que já moraram muita gente.
Era uma enorme casa, daquelas feitas de sobrado, com janelões de madeira e coloridos vitrais. Era uma casa grande, dessas que já moraram muita gente.
Sobre o papel couché desliza um pincel capcioso. A tinta fresca vai delineando caminhos, céu e mar. A mão áspera se movimenta, como que à espera da perfeita…
Tua poesia desabou em mim como tempestade, abriu valas, levou galhos e entulhos… Choveu, chuva torrencial! Me lavou inteira! Branqueou a carne antes…
Lembro-me das histórias do jardim ensolarado, dos pedregosos caminhos, das veredas orvalhadas, dos ramalhetes amarelos pendurados nas janelas, da saudade…
Sobre a mesa os cotovelos magros, e as mãos com seus dedos longos e finos apoiando o queixo… Era uma mesa de madeira lisa, dura, silenciosa. Os lábios…
A vida era boa e a gente não sabia. A gente não sabia que crescer doía, que faltariam os sorrisos, que haveria dias cinzas e noites insones. A gente não sabia
Já li as entrelinhas do teu texto, descobri a mensagem recôndita, pus uma flor sobre tua mesa, pintei de azul os teus pedestais, deixei a mala na beira do…