Entre adagas arremessadas e raras flores de bondade: a sabedoria poética de ignorar os atormentadores para alcançar a paz profunda na obra de Surendra Nagaraju


Não há escassez de sujeitos
lançando adagas contra nós –
aqueles que nos oferecem flores
de bonomia, porém, são raros.
Preste atenção apenas nos raros,
para que você possua uma profunda felicidade.
Somente quando ignoramos os atormentadores
é que a vida nos inunda de paz.
Elanaaga
Amendment
There is no dearth of blokes
flinging daggers at us –
those presenting blooms
of bonhomie to us are scarce though.
Pay attention only to the rare ones,
so that you own profound happiness.
Only when we ignore the tormentors
does life shower peace on us.
The same is true when
thankless people abound around:
dwell more upon the words
of those who are thankful.
Elanaaga
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Natural de Elegandal, Índia, pediatra aposentado, agora conhecido pelo pseudônimo Elanaaga, é poeta, escritor, tradutor e crítico renomado nas áreas de literatura telugu e inglesa. Autor de 41 livros. Seus trabalhos incluem livros de verso livre, geyams ou canções, poemas métricos, poesia e prosa experimental, ensaios críticos, contos etc. Traduziu, dentre outras, histórias latino-americanas, histórias africanas e histórias de Somerset Maugham. Traduziu também para o inglês obras de escritores veteranos de língua telugu, como Vattikoata Alwaru Swamy e Dasarathi Krishnamacharyas. Em 2023, recebeu um prêmio internacional de ‘Melhor Poeta’, concedido pela organização Ukiato, por sua coleção de poemas em inglês, ‘Dazzlers’, traduzida para 25 idiomas. Seus artigos continuam a aparecer regularmente em periódicos em telugu e inglês. Alguns foram publicados em Indian Literature, Muse India etc. No mesmo ano, foi vencedor do prestigiado Kendra Sahitya Akademi Award, pela sua tradução da biografia ‘Ghalib Naati Kaalam’ para o Telugu.


Este poema é uma belíssima e precisa lição de ecologia emocional traduzida em versos. O autor usa o contraste perfeito entre as ‘adagas’ (a hostilidade gratuita que abunda no mundo) e as ‘flores de bonomia’ (a bondade rara e genuína) para nos lembrar de onde devemos depositar a nossa atenção. Ignorar quem nos atormenta não é um ato de fraqueza, mas sim o único caminho possível para que a vida nos ‘inunde de paz’.
Um texto minimalista, mas com uma potência filosófica e prática extraordinária para os dias de hoje.
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