Choro silencioso
O meu rosto está seco, morno e fechado. Eu queria morrer de chorar, deixar toda água
do meu corpo jorrar, correr até seu corpo e me desfazer como lama.
O meu rosto está seco, morno e fechado. Eu queria morrer de chorar, deixar toda água
do meu corpo jorrar, correr até seu corpo e me desfazer como lama.
A mãe com chapéu de flores amarelas chora deveras, enquanto está chovendo. Prefere viver entre realidades paralelas. O choro cai, e a chuva vai escondendo.
No centro da sala iluminada a vida surgiu novamente. O silêncio foi quebrado. Nos expurgos amostras umbilicais manchadas de vermelho, no rugir de um choro…
Dor. Solidão. Dor. Choro. A alma chora. Poema minimalista ‘Dor’, da poetisa Denise Canova, a Dama da Poesia.
Por que choras minha alma? Acaso não te acompanho em tuas andanças, em teus anseios e arroubos? Não estou presente quando choras ou quando ris? Não sou eu…
O silêncio empoeirou-se onde não há levante de pássaros a cantar. onde não te começas choro nem voas, nem nascente de águas onde nadavas peixe em toda volta…
Poema: ‘Não chore’ Não chore/ Ele foi/ Ele volta/ Não vai encontrar outra melhor/ Amor igual ao teu não há. A esperança por um novo amor que um dia virá.