Primeira tentativa
Não vou fugir desta vez, não. Não vou correr pra me esconder. Se vais cavar minha cova, que seja com honra. Ou queres cremar? Seja lá como quiseres, eu vou…
Não vou fugir desta vez, não. Não vou correr pra me esconder. Se vais cavar minha cova, que seja com honra. Ou queres cremar? Seja lá como quiseres, eu vou…
Penso na minha vida. A mulher que eu sou
e no que eu quero. Faz mal? Sim, mas eu penso, o futuro assusta, eu gostaria de evitar isso, evitar o meu medo.
A cidade sempre foi uma cerimônia silenciosa. As pessoas caminhavam com passos iguais, ritmos iguais, rostos iguais. Não por natureza — mas por medo.
Tum tum, Tum tum, dois batimentos por vez. Foi assim que eu senti meu coração bater. Sabes quantos segundos tem um milésimo? Não. Ou talvez saibas. Será que…
O seu passo tem um jeito de apagar o meu. Não é medo — mas é quase um tropeço dentro de mim. Você chega perto e eu viro menino. A orelha esquenta, o olho…
Você chegou… e o tempo se curvou, na curva da rua onde o Sol já pousou. Mas não ficou — e ainda assim ficou num canto da alma que nunca cessou. A casa vazia…
O medo é o pai da audácia, e seu principal algoz.