outubro 17, 2026
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Dom de sangue: a poesia que brota da dor e da superação

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Em versos profundos, o novo poema de Elisa Mascia traz uma reflexão tocante sobre o sofrimento no deserto árido da alma e o valor sagrado dos dons conquistados através do sacrifício

Elisa Mascia
Elisa Mascia

A vida nos coloca para combater batalhas no deserto árido.
Ali se produzem os melhores frutos.

O sofrimento no silêncio de uma buscada solidão,
mesmo que forçada ao isolamento.
Refletir em sintonia com o espírito da esperança de praias
que abraçam a onda do sopro de um flanco trespassado.

Apoia a mão sangrenta, eleva-se para oferecer o dom da rosa,
com as espinhas agora cravadas na carne.
É uma tempestade de união entre o céu e a terra.
É uma lei da vida regulada pelo suor, antes de receber um dom e ser apreciado
Por seu precioso mérito.

Elisa Mascia

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2 thoughts on “Dom de sangue: a poesia que brota da dor e da superação”

  1. Receber e publicar uma obra de tamanha carga emocional e espiritual é o que engrandece as páginas do Jornal ROL.

    Este poema nos convida a encarar os nossos próprios desertos não como o fim, mas como o solo fértil onde brotam as nossas maiores forças. A metáfora da mão sangrenta que oferece a rosa resume com maestria a resiliência humana: mesmo feridos pelos espinhos da jornada, ainda somos capazes de produzir beleza e oferecer o nosso melhor ao mundo.

    Uma leitura belíssima e transformadora.

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