Tan cerca que no me ves
Um eu-lírico caminha melancolicamente por memórias, solidão e dor, sentindo-se um eterno vizinho do mundo em meio a um cenário de frio e nostalgia.
Um eu-lírico caminha melancolicamente por memórias, solidão e dor, sentindo-se um eterno vizinho do mundo em meio a um cenário de frio e nostalgia.
Aparências e mentiras sustentam famílias que escondem vícios e falsidades. Distantes do afeto, os pais vivem na hipocrisia, deixando filhos na beira do abismo.
A tristeza alçou voo, elevou-se ao céu. Nada se compara à tristeza agora. Após um longo silêncio, alguma reminiscência ancestral ecoou no vazio. É sua; você…
Até aqui eu quis ter muitas certezas, sem exigir nada, eu quis ter muitas certezas. Até aqui entre as danças e guerras da vida, eu queria parar no teu olhar…
Quando a solidão chega e encontra ninho, ela nunca mais vai embora. Não porque a queremos, mas porque precisamos, porque ela preenche um vazio de não sei…
Deixe-me te decorar, ler as tuas entrelinhas, descobrir no teu olhar as estrelas escondidas.
Deixe-me adivinhar as histórias que viveu, os caminhos que trilhou
Cisne é solitário, em colo claro deslizando íntimo, sobre si sobram-lhe penas oleaginosas vertiginosas, apenas elas escorregadas, noturnas, desamadas.