outubro 26, 2026
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Palavras secas

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Pietro Costa faz um mergulho poético e visceral na crueza da terra seca, onde a fome e o silêncio moldam a herança ancestral da resistência

Pietro Costa
Pietro Costa
Fotografia em plano aproximado de uma flor cor-de-rosa de pétalas delicadas a crescer no meio de escombros e cinzas, em primeiro plano. Ao fundo, sob uma luz suave de nevoeiro ou fumo, avistam-se as ruínas destruídas de um edifício histórico com uma cúpula metálica esquelética, evocando uma atmosfera de desolação e resiliência.
Imagem Pietro Costa


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One thought on “Palavras secas”

  1. O poema de Pietro Costa atualiza a herança de Vidas Secas ao fundir a aridez da paisagem com a desumanização física e linguística provocada pela miséria. Através de metáforas cortantes, o texto transforma o sol, a terra e o silêncio em agentes opressores que sufocam qualquer possibilidade de expressão ou futuro. A obra conclui consagrando a escrita de Graciliano Ramos como um instrumento cirúrgico que desenterra o trauma histórico e a carcaça ancestral do retirante.

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