A beleza hipnótica e o rastro de mistério de uma musa inesquecível na poesia de José Antonio Torres

Linda!
Pele alva, pura, imaculada…
Cabelos pretos esvoaçando ao vento.
Seu sorriso lindo cativa e domina;
Seu olhar expressivo atrai a quem o fita.
Jeito moleque em corpo de mulher.
Seus lábios convidam a um beijo longo e doce…
Sua energia, extremamente dominante,
provoca intensa atração.
Aproximar-se demais é certeza de ser envolvido pela paixão.
Não há como evitar.
Ela exala um perfume que embriaga os sentidos e enternece o coração…
Sua voz, como o canto das mitológicas sereias, hipnotiza e quebra qualquer resistência…
A atração é inevitável e ela tem consciência do poder natural que possui de ser apaixonante.
O tempo passou…
Não foi mais vista…
Nenhuma notícia sobre ela se ouviu.
Por onde andará?
José Antonio Torres
- Devaneio - 13 de outubro de 2026
- Parte do todo - 25 de setembro de 2026
- Eu e o rio - 10 de setembro de 2026
Natural do Rio de Janeiro (RJ), é poeta, escritor e militar do Exército – reformado. Autor dos livros Um Mergulho na Alma – Reflexões Divagações, Casulo & Borboleta e Sementes de Sentimentos. Coautor em diversas Antologias, dentre as quais: Antologia Vivências: Viver é Adaptar-se – Editora Conejo e Antologia Primavera, lançada pela Academia de Letras e Artes pela Paz – ABLAP. Membro de várias Academias de Letras, dentre as quais, Federação Brasileira das Ciências, Letras e Artes – FEBACLA; Academia Hispano-Brasileña de Ciências, Letras y Artes – AHBLA; Academia de Letras de São Pedro da Aldeia – ALSPA e Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB e Academia Brasileira de Medalhística Militar – ABRAMMIL. Agraciado com dois Títulos Doutor Honoris Causa em literatura, um pela FEBACLA e outro pela AHBLA. Agraciado com o Título Embaixador Cultural da Paz; Embaixador Cultural Brasil África; Grande Prêmio Internacional de Literatura Luís de Camões; Prêmio Personalidade nos anos de 2022 e 2023 pela Editora Mágico de Oz, além de outros.



José Antonio Torres resgata com maestria a melhor tradição do romantismo lírico em ‘Devaneio’. A poesia desenha uma figura feminina quase mítica — cuja voz evoca as sereias e cujo perfume embriaga os sentidos —, apenas para nos conduzir a um desfecho marcado pela melancolia da ausência. O sumiço da musa transforma o poema em um eco nostálgico, deixando no leitor a mesma pergunta que consome o poeta: por onde andará?
Uma belíssima e envolvente leitura!