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Peça online ao vivo Terra Medeia, da sueca Sara Stridsberg, estreia dia 22 de maio pela Plataforma Teatro

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Espetáculo é uma continuação de parceria artística entre artistas brasileiros e suecos que começou no bem sucedido Dissecar uma Nevasca

“Até onde podemos segurar a mão de Medeia?”

Bim de Verdier

Com direção da sueca Bim de Verdier (que assina a tradução ao lado de Nestor Correia), o texto Terra Medeia, da também sueca Sara Stridsberg, ganha montagem online a partir de 22 de maio. A atriz Nicole Cordery vive a personagem-título e é acompanhada pelos atores André Guerreiro Lopes, Bim de Verdier, Daniel Ortega, Renato Caldas e Rita Grillo.

O espetáculo acontece ao vivo e os atores se dividem entre, Brasilança e Suécia. Nicole Cordery e Renato Caldas estão em cena no estúdio de João Caldas, renomado fotógrafo de teatro, localizado no bairro de Perdizes, em São Paulo, que neste momento também assina a direção de arte e as filmagens. Bim de Verdier faz o espetáculo da Suécia, Rita Grillo da França e André Guerreiro Lopes e Daniel Ortega e de suas casas no Brasil. 

Sinopse

Em Terra Medeia, a autora Sara Stridsberg acompanha de perto a tragédia clássica escrita por Eurípedes há quase 2500 anos. No entanto, o mito antigo é situado no mundo contemporâneo e, ainda assim, fora de tempo e espaço. Nesse enredo, onde a realidade se mistura com o sonho, Medeia é uma imigrante que, abandonada por seu marido, também perde o direito de viver no país dele.

A ideia do projeto surgiu do bem sucedido espetáculo da mesma autora que aconteceu em 2015: Dissecar uma Nevasca. Com o bom recebimento do público e crítica, as idealizadoras Bim de Verdier e Nicole Cordery decidiram fazer mais um trabalho juntas, da mesma dramaturga e com a mesma equipe. “Tivemos um desejo de entrar de novo num mundo criado por Sara Stridsberg, de trabalhar outra vez com as palavras, imagens e personagens dela”, conta Bim.

Sara Stridsberg é uma escritora e dramaturga sueca multipremiada, que alcançou repercussão internacional. Seus textos são traduzidos em mais de 25 idiomas. Em seus romances e peças teatrais, Sara trata de mulheres em luta por sua liberdade e contra as condições que a sociedade impõe. Suas histórias abraçam questões existenciais, psicológicas e políticas, convidando o leitor/espectador a examinar os temas de múltiplas perspectivas.

Terra Medeia foi escrita originalmente para o Teatro Nacional da Suécia, onde estreou em 2009. “Estudamos vários textos e já há alguns anos havíamos considerado uma encenação de Terra Medeia, quando nos foi pedida uma proposta de peça sueca para montar em São Paulo. Naquela época escolhi Dissecar uma Nevasca, porque tive a maior resistência em mergulhar no mundo cruel de Medeia. Mas os tempos mudam e a escolha do espetáculo é algo que fazemos em diálogo com o que se passa no mundo em volta: Quem conta o quê e como para quem? Da necessidade de levar questões candentes para o palco surgiu a coragem de acompanhar a viagem da Medeia”, conta Bim, que avança:

“Fiz a proposta para Nicole que não tardou em aceitar. Já estávamos com ensaios presenciais agendados, quando chegou a pandemia. Eu tive outro período de resistência, os obstáculos pareciam intransponíveis, mas Nicole aplicou o projeto para a Lei Aldir Blanc, no eixo Premiação (47/2020) e recebeu a verba que possibilita o privilégio de estarmos juntos novamente. Todas as etapas desse projeto foram discutidas e contempladas por mim e Nicole juntas e é graças à premiação, estamos conseguindo realizar a encenação dessa história.

Medeia é sempre Medeia. Alguém tem que ser Medeia

A peça ilustra como alguém rejeitado no amor e na sociedade pode perder o chão e se tornar perigoso. “Medeia faz de tudo para encontrar alguma solução. Ela se revolta, quer justiça, chora e esperneia, exige sua vida de volta. Ela quer fugir do destino, mas alguém tem que ser Medeia. Medeia é sempre Medeia”, diz Bim.

A autora não escreve sobre pessoas extremas, mas sobre pessoas sensíveis em situações extremas. Medeia é uma entre nós. Nessa condição podemos nos encontrar. “Eu quero criar personagens rodeados de mundos inteiros. Somos soberanos e presos, intelectuais e perdidos, tudo ao mesmo tempo”, conta a dramaturga Sara Stridsberg.

A atriz Nicole Cordery fala sobre a urgência de colocar a personagem nos dias de hoje. “Estamos vivendo tempos trágicos. Não é por acaso que muitos artistas no mundo todo estão se voltando para as tragédias gregas. Aprendemos com elas. As pessoas precisam se reunir, mesmo que de forma virtual, para chorar seus mortos, para lamentar seus destinos. Tem uma fala da peça que diz: “Você vai ser lembrada no futuro. Vão lembrar de Medeia. Você continuará sendo o fogo e a ferida.” E é impressionante como Medeia virou um símbolo da mulher no limite de sua humanidade. É uma personagem complexa. Mas pela ótica de Sara, extremamente humana.”

Bim complementa:  “A base da história é mítica, mas o mundo atual traz questões candentes que tornam urgente colocar Medeia no aqui e agora. Terra Medeia pode ser vista como um pesadelo, não só de uma mulher, mas da Terra inteira. É uma tragédia que conta sobre a própria Terra e sobre a sociedade, que não oferece proteção para quem está em perigo e busca refúgio. Um mundo onde o mais frágil e o mais valioso pode ser sacrificado e descartado”, conclui.

Sobre a direção, por Bim de Verdier

“Teatro é encontro e investigação. Sua linguagem é universal. Essas duas frases são a base do meu dirigir. Quando falo em encontro, incluo o público e a equipe como um todo. Incluo também o texto, o mundo fictício da história e o mundo real à nossa volta. Juntos saímos numa viagem. A vida na Terra que investigamos é, ao mesmo tempo, algo muito grande e muito sensível. Em ”Terra Medeia” somos guiadas por perguntas como ”É possível salvar uma outra pessoa?”, ”Até onde podemos segurar a mão de Medeia?”. No começo dessa viagem não sei onde vamos chegar, mas acredito que com confiança e sensibilidade vamos chegar longe.

Sempre trabalho muito próxima aos atores e equipe. Criamos juntos. Aponto direção e garimpo diamantes. Os atores constroem com muita pesquisa e paixão as personagens, eu e a equipe criamos situações e me coloco sempre em jogo. Acredito em Nina Simone quando fala ”Freedom is no fear”. Confio que sem medo alcançamos impulsos mais interessantes, autênticos e/ou honestos. Estou acostumada a ver os impulsos que vem direto dos corpos em movimento. A falta que sinto disso agora, me desafia. Tenho que procurar novos caminhos, tenho que andar na corda bamba e em momentos desse processo cheguei até a esquecer que estamos em lados diferentes do Atlântico.

Tenho em ”Terra Medeia” um texto teatral muito rico na mão, estou a serviço dele para lhe fazer justiça. Para através dele e dos corpos dos atores, junto com a equipe, criar imagens que dialoguem com o público. Que são reconhecíveis e relevantes. Convido o público e o elenco para se encontrar num mundo de várias camadas, onde existem personagens complexas, onde o pensamento dicotômico é ultrapassado. Quero que cada pessoa no público sinta a sua importância para que esse acontecimento possa acontecer.  Que o público entre no espaço do espetáculo e divida um olhar com a gente.

Tornar invisível é uma eficiente técnica de dominação, visibilizar é o seu oposto. Em Terra Medeia vamos ver a história de uma mulher sensível e forte, amando e odiando, desistindo e resistindo, multifacetada. ”Aqui está ela, Medeia!”, fala a Deusa no espetáculo porque a arte tem o poder de manter os mortos vivos por mais um tempo.

Estamos vivendo numa era complicada. Equilibramos na beira de um abismo, muitas vezes com a sensação de que cairemos sós, sem ninguém presente para nos amparar. Nunca precisamos tanto da arte como numa época de crise. É assim em tempos como esse que sopramos vida numa tragédia clássica simplesmente para ficar juntos diante disso, chorar juntos pode ser melhor do que chorar só. Encontrar-se no espaço teatral, físico ou virtual, traz esperança. Juntos paramos o tempo para sentir, valorizar e refletir sobre a condição humana”.

Ficha técnica 

Texto: Sara Stridsberg

Tradução: Bim de Verdier e Nestor Correia

Direção: Bim de Verdier

Elenco:

André Guerreiro Lopes…………….Jasão

Bim de Verdier………………………..Mãe e Deusa

Daniel Ortega………………………….Médico

Nicole Cordery………………………..Medeia

Renato Caldas………………………….Creonte

Rita Grillo……………………………….Babá

Direção de Arte, Fotografias e Filmagens: João Caldas

Equipe de Captação de imagens, edições e Transmissão: Marcela Horta, João Caldas e Andréia Machado

Operação de Vídeos ao Vivo: Marcela Horta

Contrarregra: Madu Arakaki

Composição Original de Trilha sonora: Leo Correia de Verdier

Direção de produção: Selene Marinho

Produção executiva: Marcela Horta

Designer Gráfico: Leonardo Miranda

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Produção: SM Arte Cultura / Cordery e Viana Produções Artísticas

Consultoria de Figurino: Julia Correia de Verdier

Execução vestidos Medeia: Flávio Mothé

Participação especial (Voz da Princesa): Anna Zepa

Consultoria em Áudio: Alexandre Martins

SERVIÇO

Estreia 22 de maio, 17h.

Temporada 22 de maio a 13 de junho, sábados e domingos, às 17h.

Retirada de ingressos e transmissão pelo site Pataforma Teatro www.plataformateatro.com

Ingressos gratuitos.

Duração: 80 minutos.
Classificação indicativa:14 anos.

 
 
 
 

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Verônica Kelly Moreira Coelho, natural de Caratinga/ MG, mais conhecida no meio cultural e acadêmico como Verônica Moreira, é produtora cultural, contadora de histórias e palestrante. Autora dos livros ‘Jardim das Amoreiras’ e 'Vekinha Em... O Mistério do Coco'. Baronesa da Augustissima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente. Acadêmica Internacional e Comendadora da FEBACLA - Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências Letras e Artes e Delegada Cultural. Acadêmica Correspondente da ACL- Academia Cruzeirense de Letras. Acadêmica da ACL- Academia Caxambuense de letras. Acadêmica Internacional da AILB. Acadêmica Efetiva da ACL- Academia Caratinguense de Letras. Acadêmica Fundadora da AICLAB e Diretora de Cultura. Embaixadora da paz pela OMDDH. Editora Setorial de Eventos e colunista do Jornal Cultural ROL e colunista da Revista Internacional The Bard. Coautora de várias antologias e coorganizadora das seguintes antologias: homenagem ao Bicentenário do romancista e filosofo russo Fiódor Dostoiévski, Tributo aos Grandes Nomes da Literatura Universal e Antologia ROLiana. Instagram: @baronesa.veronicamoreira
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  • Imagem a preto e branco de plano aproximado (close-up) de uma pessoa com a mão no rosto, de olhos fechados com expressão de reflexão ou preocupação. No centro, sobreposta em letras maiúsculas brancas, lê-se a frase: "REAJA! Que dia começamos a nos tornar neuróticos?". Na parte inferior, encontra-se a identificação "@linaveira".

    Que dia começaremos a nos tornar neuróticos? 4 de novembro de 2026
  • A imagem gerada retrata uma paisagem costeira melancólica e sombria sob um céu nublado e crepuscular, iluminado por uma lua crescente. Na praia arenosa, várias pessoas vestidas com roupas escuras encontram-se num cenário de exílio e exaustão: um grupo está sentado reunido junto a uma palmeira isolada, enquanto uma figura solitária está de pé a observar o mar revolto. Em primeiro plano, uma figura adulta embala uma criança adormecida ou descansando sobre um manto na areia. Espalhados pela costa encontram-se elementos simbólicos que remetem à perda e à travessia, como um pequeno barco naufragado ou abandonado à beira da água, um livro fechado na areia e pertences dispersos, incluindo um brinquedo infantil. Ao fundo, as ondas agridem a costa rochosa, completando a atmosfera de tragédia e exílio evocado pelo poema

    O mar não amamenta seus filhos 4 de novembro de 2026
  • A imagem ilustra a tensão central do texto através de um forte contraste visual: O Misoneísmo no Centro: Um homem de expressão hostil e rígida está entrincheirado em uma estrutura de pedra arcaica e em ruínas. Ele representa a "repulsa emocional e irracional", segurando pilares que sustentam o "Status Quo", a "Inércia" e a "Previsibilidade", conforme descrito no texto. Suas raízes se estendem para conceitos como "Medo" e "Aversão Psíquica". O Confronto com o Novo: À esquerda, um turbilhão de luz e cor traz os elementos da inovação que o misoneísta tenta desesperadamente repelir. Estão representados ícones específicos mencionados, como "IA" (Inteligência Artificial), "Vacinas", "Ferrovias" e "Reformas Sociais", todos orbitando a ideia central de "Mudança". A Distinção do Conservadorismo: À direita, a imagem captura a nuance final do texto. Uma figura ponderada e reflexiva (representando o "Conservadorismo") observa o cenário. Ela não está entrincheirada no ódio, mas segura uma luz de "Mudança Gradual", ilustrando que o conservadorismo pondera os riscos, enquanto o misoneísmo rejeita cegamente o novo. O Futuro Possível: Ao fundo, do lado oposto à caverna escura, vislumbra-se uma cidade moderna e luminosa, com transporte avançado e pessoas celebrando o "Conhecimento" e "Novos Hábitos", representando o potencial que a aversão ao novo tenta bloquear.

    Misoneísmo 4 de novembro de 2026

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