Denise Canova: Uma delicada e reconfortante ode à amizade sincera que floresce como refúgio para curar as dores da alma

A dor incomoda
Mas eu estou aqui, diz a margarida
Eu a tenho como uma irmã
Irmã doce e amiga
Deixa-me ser a sua margarida?
A sua dor vai sumir.
Denise Canova
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Natural de Sorocaba (SP), é escritor, poeta e Editor-Chefe do Jornal Cultural ROL. Acadêmico Benemérito e Efetivo da FEBACLA; membro fundador da Academia de Letras de São Pedro da Aldeia – ALSPA; Acadêmico Imortal Fundador da Académie Léon-Gontran Damas des Lettres et Arts de la Guyane française; Fundador Imortal del Núcleo de Artes, Ciências e Letras de Assunção|Paraguai e membro da Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB. Autor de 8 livros. Jurado de concursos literários. Recebeu, dentre vários titulos: pelo Supremo Consistório Internacional dos Embaixadores da Paz, Embaixador da Paz e Medalha Guardião da Paz e da Justiça; pela Real Ordem dos Cavaleiros Sarmathianos, Benfeitor das Ciências, Letras e Artes; pela FEBACLA: as Comendas: Baluarte da Literatura Nacional; Láurea Acadêmica Qualidade Ouro; Chanceler da Cultura Nacional e Ativista da Cultura Nacional ; pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos, Benemérito Pesquisador em Artes e Literatura e Dr. h. c. mult.; Pela Academia de Letras de São Pedro da Aldeia, o Título Honra Acadêmica, pela categoria Cultura Nacional e Belas Artes; Grão-Mestre das Artes; Mestre dos Saberes Luso-Brasileiro; pela Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB, Grandes Escritores do Brasil.



Num poema minimalista, Denise Canova condensa toda a beleza de um relacionamento, de sentimentos humanos, que se destacam a seguir:
A Natureza como Metáfora de Cura: A escolha da margarida como elemento central é cirúrgica. Na linguagem das flores, a margarida simboliza a inocência, a pureza e a juventude do espírito. Ao se personificar como essa flor, o eu-lírico oferece um afeto desarmado, leve e purificador para quem está sofrendo.
A Fraternidade Escolhida: O verso “Eu a tenho como uma irmã / Irmã doce e amiga” toca no ponto mais nobre das relações humanas: os laços que escolhemos criar. O poema exalta aquela amizade profunda que transcende o sangue e se valida pela presença constante nos momentos de vulnerabilidade.
O Convite à Cura pelo Afeto: A estrofe final termina com uma pergunta generosa e uma promessa reconfortante (“Deixa-me ser a sua margarida? / A sua dor vai sumir”). É a celebração da empatia em sua forma mais pura — a certeza de que nenhuma dor é permanente quando dividida com quem nos quer bem.