Uma tocante metáfora poética sobre a resiliência da alma e a força invisível que nos sustenta diante das tempestades da vida

Acima do solo, os galhos enfrentam o vendaval,
Onde os ventos ferozes do inverno causam o mal.
As folhas caem, as flores são rasgadas ao meio,
Testando a coragem do coração do bosque cheio.
Mas sob a geada e a argila pesada, bem profundo,
As raízes ocultas recusam ceder ao mundo.
Elas bebem a umidade silenciosa que a terra traz,
E guardam a promessa secreta que o renascer faz.
Nas vidas humanas, tempestades vão se erguer,
Para nublar nossa visão e o céu escurecer.
Sentimos como se fôssemos quebrar no frio cortante,
Com histórias inacabadas e sem rumo adiante.
Mas se nossas raízes de fé forem fortes e profundas,
Venceremos as trevas e as multidões amargas do mundo.
Pois a força raramente se mostra no que é grandioso,
Mas no silêncio do chão que nos abraça generoso.
Mahafuzur Rahman Sourav
Sobre o autor

Mahfuzur Rahman Sourav é um poeta, crítico, ensaísta, contista e letrista bengali. Nasceu em 5 de maio de 1977, no vilarejo de Rarikandi, em Matlab Uttar Upazila, Chandpur, Bangladesh. Começou a escrever suas primeiras rimas ainda nos anos escolares.
Ao longo de sua carreira, publicou diversos livros, incluindo Muktir Ranga Palash (2008), Atmar Bhunishtho Kanna-gulo (2010), Padma Joler Chokh (2011), Ekmutho Matir Slogan (2013), Ashru O Dohoner Koshto (2014), Nirbachito 100 (2019) e Jagoroni Thonte Droho-er Chumu (2021). Seu romance, Tomar Nishwase Bish, Bishwashe Bhul Chilo Joma, foi publicado em 2003.
Em 2023, conquistou um recorde no Guinness World Records por sua contribuição ao projeto Hyper Poem. Suas poesias já foram traduzidas para 52 idiomas. O autor também foi laureado com o World Human Rights Award (Prêmio Mundial de Direitos Humanos) em 2011.
Ave favorita: Corvo-indiano (House Crow / Darkak)
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Natural de Sorocaba (SP), é escritor, poeta e Editor-Chefe do Jornal Cultural ROL. Acadêmico Benemérito e Efetivo da FEBACLA; membro fundador da Academia de Letras de São Pedro da Aldeia – ALSPA; Acadêmico Imortal Fundador da Académie Léon-Gontran Damas des Lettres et Arts de la Guyane française; Fundador Imortal del Núcleo de Artes, Ciências e Letras de Assunção|Paraguai e membro da Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB. Autor de 8 livros. Jurado de concursos literários. Recebeu, dentre vários titulos: pelo Supremo Consistório Internacional dos Embaixadores da Paz, Embaixador da Paz e Medalha Guardião da Paz e da Justiça; pela Real Ordem dos Cavaleiros Sarmathianos, Benfeitor das Ciências, Letras e Artes; pela FEBACLA: as Comendas: Baluarte da Literatura Nacional; Láurea Acadêmica Qualidade Ouro; Chanceler da Cultura Nacional e Ativista da Cultura Nacional ; pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos, Benemérito Pesquisador em Artes e Literatura e Dr. h. c. mult.; Pela Academia de Letras de São Pedro da Aldeia, o Título Honra Acadêmica, pela categoria Cultura Nacional e Belas Artes; Grão-Mestre das Artes; Mestre dos Saberes Luso-Brasileiro; pela Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB, Grandes Escritores do Brasil.



O que fascina no poema de Sourav é a inversão do conceito de grandiosidade. Em um mundo que idolatra a copa das árvores — o visível, as folhas, os frutos —, o poeta nos lembra que a sobrevivência se decide no invisível. A metáfora do inverno é o cenário perfeito para a nossa própria existência: quando tudo na superfície parece desabar e congelar, é a profundidade das nossas raízes espirituais e emocionais que garante o milagre do próximo outono. Uma joia literária universal para a nossa seção.