Uma homenagem ao Dia Nacional da Poesia através dos versos que traduzem o silêncio da alma e a resistência do coração.

A poesia nasce em silêncio,
mas floresce em cada coração.
É a voz que traduz sentimentos,
é a alma que encontra expressão.
Está nas palavras não pronunciadas,
nos sonhos que insistem em viver,
nas lembranças eternizadas,
e na esperança de renascer.
A poesia não conhece fronteiras,
não se curva ao tempo ou à distância.
Ela atravessa gerações inteiras,
transformando emoções em substância.
É o abraço que chega em forma de verso,
é a saudade que aprende a cantar,
é a beleza escondida no universo,
é a liberdade de sentir e sonhar.
O poeta não escreve apenas palavras,
escreve aquilo que o mundo não vê.
Revela nas linhas mais profundas
o que somente o coração pode entender.
A poesia é resistência e esperança,
é cultura, memória e identidade.
É a voz que jamais perde a confiança
na força transformadora da humanidade.
Por isso, celebrar a poesia
é celebrar a própria existência.
É reconhecer que cada dia
pode ser escrito com amor e consciência.
Porque enquanto houver sentimentos,
haverá poesia;
e enquanto houver poesia,
a humanidade jamais perderá
a capacidade de sonhar.
Feliz Dia Nacional da Poesia!
Augusto Antonio Damas
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Augusto Antonio Carvalho Barreiros Damas, mais conhecido no meio cultural como Augusto Damas, natural de Petrópolis (RJ), e residente atualmente em Teresópolis (R), é escritor, poeta e jornalista. Fundador do extinto Jornal Projeto Solução; criador do Projeto Meta-Coeso; presidente de honra do Comitê de Imprensa de Teresópolis; presidente do tradicional e honorífico ‘Troféu Mulher de Pedra Jubileu de Ouro’ e membro fundador da Oficina de Poesia & de Criação. Autor do livro ‘Expoentes Teresópolis’. Recebeu Votos de Congratulação da Câmara Municipal de Teresópolis por seus relevantes serviços prestados à comunidade teresopolitana. Foi agraciado pela Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes – FEBACLA – com as seguintes honrarias: Título de Comendador pelas causas humanistas; Diploma de Paladino da Cultura; Diploma alusivo aos 150 anos de Migração Italiana ao Brasil e a Medalha Alusiva aos 150 anos de Nascimento de Santos Dumont.



O poema de Augusto Damas é uma belíssima metalinguagem que capta a própria essência do fazer poético. Ao definir a poesia como algo que ‘nasce em silêncio’ mas ‘floresce em cada coração’, o autor nos lembra de que a arte escrita não é apenas um arranjo de palavras, mas um ato de resistência e um espelho da própria existência humana.
Em tempos de conexões tão rápidas e superficiais, celebrar o Dia Nacional da Poesia com esta profundidade é um bálsamo que devolve à humanidade a sua mais nobre capacidade: sonhar!