Milton Gaspar Domingos:
Do sonho de ensinar ao desencanto da sala de aula

Já vi e vivi na pele tal dor,
É um contentamento só de dor…
Diz Camões num poema de amor.
É dor a alegria de um professor!
num piscar de olhos se acaba o amor…
Ingressar ao Ministério é flor!
ser professor parece um sonho,
Para o de um camponês ser um docente.
Tal sonho, uma vez ser realidade,
se esvai com ele a alegria e a vaidade
Antes de ingressar, até é um sonho,
Mas já dentro, tudo é um pesadelo.
Tem de procurar um outro emprego,
para na vida encontrar um sossego.
Milton Gaspar Domingos

Milton Gaspar Domingos (Decano), natural da província de Malanje (Angola) e residente no município do Quéssua, é professor de Língua Portuguesa e de Literatura), no Liceu nº 314 – 4 de Janeiro.
Mestrando em Educação pela Universidade Europeia do Atlântico (UNEATLÂNTICO) e Licenciado em Língua e Literaturas em Língua Portuguesa pela Faculdade de Humanidades da Universidade António Agostinho Neto (FHUAN).
Autor de artigos disponíveis na internet e investigador na área de Língua, Literatura.
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- Um caminhante desnorteado - 22 de setembro de 2026
Natural de Sorocaba (SP), é escritor, poeta e Editor-Chefe do Jornal Cultural ROL. Acadêmico Benemérito e Efetivo da FEBACLA; membro fundador da Academia de Letras de São Pedro da Aldeia – ALSPA; Acadêmico Imortal Fundador da Académie Léon-Gontran Damas des Lettres et Arts de la Guyane française; Fundador Imortal del Núcleo de Artes, Ciências e Letras de Assunção|Paraguai e membro da Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB. Autor de 8 livros. Jurado de concursos literários. Recebeu, dentre vários titulos: pelo Supremo Consistório Internacional dos Embaixadores da Paz, Embaixador da Paz e Medalha Guardião da Paz e da Justiça; pela Real Ordem dos Cavaleiros Sarmathianos, Benfeitor das Ciências, Letras e Artes; pela FEBACLA: as Comendas: Baluarte da Literatura Nacional; Láurea Acadêmica Qualidade Ouro; Chanceler da Cultura Nacional e Ativista da Cultura Nacional ; pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos, Benemérito Pesquisador em Artes e Literatura e Dr. h. c. mult.; Pela Academia de Letras de São Pedro da Aldeia, o Título Honra Acadêmica, pela categoria Cultura Nacional e Belas Artes; Grão-Mestre das Artes; Mestre dos Saberes Luso-Brasileiro; pela Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB, Grandes Escritores do Brasil.



O poema constrói um contraste entre o sonho de ingressar na docência e o desencanto encontrado depois de assumir a profissão. A referência a Camões introduz, logo no início, a ideia paradoxal de uma alegria atravessada pela dor, que se transforma aqui na experiência do professor.
O soneto termina com uma imagem contundente: a busca por outro emprego como tentativa de reencontrar o sossego perdido.