setembro 22, 2026
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Um caminhante desnorteado

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Nagaraju Ramaswamy:
Poema que transforma a perda do caminho em metáfora da própria existência

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Tem-se a sensação de que tudo é conhecido,
mas o caminho na floresta nunca termina.
A direção parece perfeita,
mas a pequena embarcação não chega à margem.
As trilhas no deserto não são desconhecidas,
mas, por mais que se caminhe,
não se chega à fronteira.
Assim é a vida dos seres humanos.
É uma selva impenetrável,
um vasto oceano que se estende até o horizonte.
Uma infinidade de areia que se alonga até a linha do céu.
É um encantamento mágico,
feito de miragens entretecidas e místicas.
E o homem, um caminhante desnorteado,
continua vagando, tendo perdido o seu caminho.

Nagaraju Ramaswamy

Original (Telugu): Nagaraju Ramaswamy
Tradução: Elanaaga

A Befuddled Wayfarer

One feels as if everything is known,
but the path in the forest never ends.
Direction seems perfect,
yet the dinghy doesn’t get ashore.
The tracks in the desert are not unknown,
but no amount of treading
takes you to the frontier.
Such is the life of humans.
It’s an impenetrable jungle,
a vast ocean spread to the horizon.
Infinite sand stretched to the skyline.
A magic spell it is,
of woven, mystical mirages.
And man, a befuddled wayfarer,
keeps roaming, having lost his way.

Nagaraju Ramaswamy

Original (Telugu): Nagaraju Ramaswamy
Translation: Elanaaga

Nagaraju Ramaswamy, um indiano de meia idade, cabelos brancos e de úculos.
Nagaraju Ramaswamy

Nagaraju Ramaswamy nasceu na Índia, em 9 de setembro de 1939. É engenheiro eletricista de profissão.

Após uma longa trajetória profissional na Índia, Nigéria, Gana, Omã e Arábia Saudita, aposentou-se há muitos anos e atualmente reside nos Estados Unidos.

Sua obra compreende 14 livros em télugo e três em inglês. Sua tradução para o télugo da coletânea de poemas “Sunstone”, de Octavio Paz, lhe trouxe reconhecimento. A tradução da poesia de John Keats também merece destaque. Igualmente dignos de menção são “The Great Void”, “Wings of Musings” e “Blue Pleasance”.

Seu livro mais recente em télugo, “Kavana Kokilalu”, reúne ensaios notáveis e detalhados sobre antigos poetas ingleses. A obra serve como um guia de consulta para os apreciadores da poesia inglesa.

Seus textos continuam sendo publicados em periódicos locais e nas redes sociais, como Facebook, WhatsApp, entre outras. Recebeu alguns prêmios e distinções por sua contribuição à literatura.

Sergio Diniz da Costa
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2 thoughts on “Um caminhante desnorteado

  1. O poema constrói uma poderosa metáfora da existência humana por meio de caminhos que parecem conhecidos, mas nunca conduzem ao destino esperado. Floresta, deserto, oceano e miragens compõem um universo de permanente incerteza. O ‘caminhante desnorteado’ surge, assim, como imagem do próprio ser humano diante dos enigmas da vida. Uma reflexão breve, mas de horizonte bastante amplo.

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