
Turbulência
A aeronave sacudia
Pra lá e pra cá
O café chacoalhou, chacoalhou, chacoalhou
e para dentro do meu casaco voou
Alguns passageiros fervorosamente oravam
Outros gritavam ou enjoavam
Os comissários se encarregavam de acalmar a situação,
naturalmente…
e não podia ser diferente
Parecia que haviam perdido o chão
e junto foi a razão
Assim é a turbulência…
traz impotência
Sem demonstrar a preferência
Seja por terra, mares ou ares
e não há nada que se possa fazer
para ser mudado
o jeito é pensar que nem tudo está acabado
A turbulência testa a paciência
e na busca pela resistência
faz acordar para a vida, desenrolar e administrar
Contudo, é preciso acreditar
que logo vai passar
como as estrelas…
continuarão sempre a brilhar
e nem por isso deve-se deixar de voar.
Eliana Hoenhe Pereira
eliana.hoenhe1@hotmail.com
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Natural de Nilópolis (RJ), reside em Cruzeiro/SP. Pós-graduada em Psicopedagogia, Terapia familiar. Trabalhou como psicóloga do CEMTE (Centro Educacional Municipal Terapêutico Especializado) Madre Cecília de Taubaté. Atuou como Psicóloga, coordenadora do núcleo ‘Autismo’ e, nesse universo, participou de vários cursos e congressos. Responsável técnica da clínica ‘Performance’; Escritora, poetisa e contista da ALAC (Academia de Letras e Artes de Cruzeiro). Autora dos livros: O peixinho X Editora Scortecci, 1989); Flora por que comigo? e Em paz com o passado. Projeto: Escritoras Revisionistas, representantes do Vale do Paraíba e região nos eventos literários. Tendo participado da Feira de São Bento do Sapucaí, Passa Quatro, Cruzeiro, Cachoeira Paulista e Resende. Defende a Causa no Combate à Violência contra a Mulher. É vice-presidente do CMM (Conselho Municipal dos Direitos da Mulher) Cruzeiro – SP.

